A Anthropic informou que está em conversas com o governo dos Estados Unidos sobre o Claude Mythos, seu novo modelo de inteligência artificial de alto desempenho, mesmo após o término de um acordo contratual relacionado ao uso da tecnologia. A empresa afirma continuar comprometida com a segurança nacional.

O cofundador da Anthropic, Jack Clark, falou sobre o tema durante o evento Semafor World Economy, realizado em Washington. Clark disse: “Temos uma disputa contratual específica, mas não quero que isso interfira no fato de nos preocuparmos profundamente com a segurança nacional”.

Em seguida, Clark afirmou que a companhia considera importante manter o governo informado sobre desenvolvimentos dessa natureza. “Nossa posição é que o governo precisa saber sobre essas coisas. Então, com certeza, estamos conversando com eles sobre o Mythos e também conversaremos sobre os próximos modelos”, acrescentou.

O conteúdo dos diálogos não foi divulgado, assim como as agências federais envolvidas nas conversas. A Anthropic não forneceu detalhes sobre os temas discutidos nem sobre o cronograma das reuniões com autoridades norte-americanas.

O modelo Claude Mythos foi apresentado em 7 de abril e, segundo a própria Anthropic, tem potencial para representar riscos à sociedade. A revelação do modelo gerou críticas sobre a velocidade do desenvolvimento dessa geração de IA.

Em março, a Anthropic recusou-se a flexibilizar os termos de um acordo com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos, conforme reportagem anterior. Na sequência do impasse, o governo passou a classificar a startup como um “risco à cadeia de suprimentos”, medida que implicou a proibição do uso das soluções da empresa em agências estatais.

Imagem: Ap

Além das discussões com autoridades, a Anthropic também teve episódios recentes relacionados à segurança do seu código e à distribuição de versões de seus produtos, temas que vêm sendo acompanhados pela imprensa especializada.





A companhia afirma que continuará comunicando o governo sobre o Mythos e sobre futuros modelos, mantendo a pauta da segurança nacional como prioridade nas tratativas com órgãos federais.

Com informações de Tecmundo