A Anthropic retirou do Claude Code um trecho de código que, segundo reportagens, identificava sinais de ligação entre usuários e laboratórios de inteligência artificial da China. A presença da funcionalidade foi noticiada na quarta‑feira, 1º, pelo boletim de cibersegurança Intercept e comentada por um funcionário da própria Anthropic, que descreveu a ação como um “experimento”.
De acordo com a apuração, o mecanismo realizava coleta e envio de dados de maneira discreta, levando em conta o fuso horário do usuário e indícios de conexão com empresas chinesas de tecnologia. O objetivo apontado era detectar organizações supostamente usando as respostas do Claude para treinar, de forma irregular, seus próprios modelos de IA.
A empresa decidiu remover o recurso após a repercussão. Até o momento, a Anthropic não informou por quanto tempo o código ficou ativo nem especificou quais tipos de dados eram transmitidos durante o monitoramento, conforme o boletim de segurança que divulgou o caso.
Disputa entre EUA e China influencia desenvolvimento da IA
O episódio surge em meio ao aumento das tensões entre Estados Unidos e China sobre o desenvolvimento e o controle de tecnologias de IA. A disputa geopolítica tem afetado decisões sobre quem pode acessar modelos avançados, sobretudo os produzidos por empresas americanas.
Recentemente, a Casa Branca revogou restrições que limitavam o acesso de usuários estrangeiros a versões mais avançadas dos modelos da Anthropic, mas a preocupação entre empresas do setor persiste: há receio de que os EUA possam novamente restringir ou mesmo interromper o acesso a esses sistemas por motivos de segurança nacional.
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Paralelamente, o debate sobre governança global da IA tem ganhado força. O CEO da OpenAI, Sam Altman, defendeu a criação de um fórum internacional, liderado pelos Estados Unidos, destinado a estabelecer padrões globais de segurança para modelos avançados de inteligência artificial.
A notícia foi divulgada inicialmente pelo boletim Intercept e, após a repercussão, a Anthropic retirou o código questionado do Claude Code.
Com informações de Tecmundo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6