Argentina e República Oriental do Uruguai aprovaram, nesta quinta-feira (26), o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia, tratado que estava em negociação há mais de 25 anos e que prevê eliminação gradual de tarifas para ampliar o intercâmbio entre os dois blocos.

No Uruguai, a Câmara dos Deputados confirmou a ratificação por 91 votos a 2, concluindo assim o processo legislativo e tornando o país o primeiro do Mercosul a finalizar a tramitação interna do pacto. Horas depois, o Congresso argentino também validou o acordo.

O tratado, assinado em 17 de janeiro de 2026 em Assunção, no Paraguai, prevê a redução de tarifas sobre bens e serviços entre os integrantes do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — e os 27 Estados-membros da União Europeia. O acordo cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com um mercado estimado em mais de 720 milhões de pessoas.

Com a ratificação pelos parlamentos dos países sul-americanos, o texto agora será submetido à análise e aprovação das instituições europeias. Autoridades dos países envolvidos avaliam também a possibilidade de aplicar provisoriamente algumas medidas do acordo assim que pelo menos um Estado-membro do Mercosul concluir formalmente sua tramitação legislativa.

Especialistas em comércio internacional consultados destacam que a implantação do pacto pode acelerar as exportações e importações de produtos como carne, soja, automóveis e maquinário. Ao mesmo tempo, ressaltam a existência de resistência em setores agrícolas europeus que manifestaram preocupação com a competição proveniente de fora do bloco europeu.

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O acordo, fruto de décadas de negociações, avança agora para as etapas finais de aprovação na Europa, enquanto os governos dos países do Mercosul e da União Europeia se preparam para ajustar prazos e mecanismos para sua implementação.

Com informações de Portalin