Ibovespa cai 0,73% com aperto externo sobre facções; dólar volta a R$ 5,04

Classificação dos EUA e números do PIB mudam o humor — e acionistas recuam

O principal índice da bolsa brasileira encerrou a sessão em queda, acumulando o quarto pregão negativo da semana e fechando em 173.787,49 pontos. A combinação entre a decisão dos EUA de rotular duas facções criminosas como organizações terroristas e a leitura do PIB do primeiro trimestre virou o foco dos investidores.

Por que a decisão dos EUA pesou

Analistas e gestores apontam que a medida americana acende o risco de sanções e de repercussões comerciais que afetariam empresas com forte presença no mercado internacional. Bancos, que têm grande peso no índice, aparecem entre os mais sensíveis a esse cenário e contribuíram para a pressão vendedora.

PIB sobe, mas não acalma o mercado

O IBGE informou crescimento de 1,1% entre o fim de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, com expansão de 2% nos últimos 12 meses. O dado reforça a recuperação da atividade brasileira, mas não foi suficiente para neutralizar o receio gerado pela notícia externa.

Movimento intradiário e liquidez

No dia, o Ibovespa oscilou entre 175.064,44 pontos na máxima e 172.686,36 pontos na mínima, com volume negociado perto de R$ 47,7 bilhões — sinal de que a sessão teve rotação significativa, mesmo em viés de queda.

Destaques do pregão

Entre as maiores altas estiveram nomes de setores variados, enquanto empresas ligadas a commodities e varejo figuraram entre as perdas mais intensas. Papéis como TOTS3 e USIM5 lideraram as valorizações, ao passo que BEEF3 e BRKM5 estiveram entre os que mais recuaram.

Imagem: Divulgação

Câmbio e bolsas externas

No mercado de câmbio, o dólar comercial subiu para R$ 5,04, avanço diário de 0,21% e alta moderada na semana. Lá fora, Nova York fechou no verde: Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq avançaram, refletindo desempenho positivo nos setores industriais e de tecnologia.

Fecho

O resultado revela que, mesmo com sinais de retomada da atividade doméstica, choques de ordem geopolítica e de segurança podem alterar rapidamente o fluxo de capital. Investidores seguem de olho na repercussão das medidas externas e nos próximos indicadores econômicos para calibrar posições.