Uma árvore milenar na Patagônia argentina continua a crescer e chama a atenção por sua longevidade e porte. Identificada como a segunda árvore mais antiga do mundo, o exemplar tem 2.630 anos de idade e cerca de 50 metros de altura, segundo registros divulgados por pesquisadores.

Quem e o que

Trata-se de um alerce que, pela sua madeira densa e taxa lenta de crescimento, resistiu a séculos de variações climáticas e eventos naturais. Cientistas e visitantes reconhecem o exemplar como um símbolo de resistência e conservação ambiental.

Quando começou a vida

De acordo com estudo citado pela National Geographic, o alerce iniciou seu desenvolvimento por volta de 600 a.C., período anterior ao florescimento de civilizações como a de Roma e a Grécia antiga. Desde então, a árvore permaneceu de pé, suportando ventos intensos, nevascas e mudanças no clima regional.

Onde está localizada

O árvore está no Parque Nacional Los Alerces, na província de Chubut, Argentina. O parque, que integra sítios protegidos reconhecidos pela UNESCO, abriga florestas temperadas, lagos e áreas montanhosas, e é palco de estudos científicos e visitação turística.

Como foi determinada a idade

Pesquisadores aplicaram técnicas dendrocronológicas para estabelecer a idade do alerce. A contagem e análise dos anéis de crescimento do tronco possibilitaram a determinação dos 2.630 anos e também ofereceu um registro climático de mais de dois milênios, com períodos de seca, frio intenso e fases de crescimento favorável.

Imagem: Divulgação

Por que é relevante

Além de sua antiguidade, o alerce funciona como arquivo vivo de condições ambientais passadas, servindo de base para estudos ecológicos e climáticos. A presença do exemplar no parque reforça a necessidade de medidas de proteção para garantir que pesquisadores e turistas possam observar essa referência natural em futuras gerações.

O alerce segue em crescimento e permanece como um dos testemunhos vivos mais antigos da história natural da Terra, atraindo interesse científico e público pela sua magnitude e pela janela que oferece sobre o passado climático da região.

Com informações de Olhardigital