O trio de astronautas da missão Crew-11, resultado de uma parceria entre NASA e SpaceX, deixou a Estação Espacial Internacional (ISS) na tarde de 14 de janeiro de 2026, marcando a primeira evacuação médica de emergência desde o início das operações humanas contínuas a bordo, em novembro de 2000. A cápsula Endurance se desacoplou da estação às 19h20 (horário de Brasília), aproximadamente 1h30 após o fechamento da escotilha.

Comando e tripulação

Zena Cardman, da NASA, esteve à frente da cápsula como comandante, enquanto o colega Mike Fincke, também da agência americana, atuou como piloto. Os demais integrantes da missão são o japonês Kimiya Yui e o cosmonauta russo Oleg Platonov, ambos especialistas encarregados dos experimentos e da manutenção do laboratório orbital.

Motivo da evacuação

Segundo comunicado oficial da NASA, a decisão de antecipar o retorno à Terra foi motivada por um problema de saúde de um dos tripulantes, cujos sintomas não podiam ser tratados adequadamente na Estação Espacial. Em respeito aos protocolos de privacidade, a agência não revelou o nome do astronauta, mas garantiu que seu estado clínico era estável no momento do embarque na Endurance.

Operação de retorno e próximos passos

A evacuação não deve prejudicar o cronograma de outras missões espaciais. A NASA informou que o cumprimento das datas de retorno depende das condições meteorológicas ao longo do trajeto de reentrada. Originalmente, a Crew-11 havia partido rumo à ISS em 2 de agosto de 2025 e deveria permanecer em órbita até o final de fevereiro deste ano. A antecipação do pouso, portanto, não impacta significativamente as operações científicas e logísticas do laboratório.

Imagem: NASA/DIVULGAÇÃO

No interior da ISS, permanecem atualmente os membros da Expedição 74: Chris Williams (NASA), Sergey Kud-Sverchkov (Roscosmos) e Sergei Mikaev (Roscosmos). Em algumas semanas, a próxima tripulação da missão Crew-12 será lançada, restaurando o contingente completo da estação.





Este episódio serviŕa de teste para os protocolos de emergência médica em voos espaciais de longa duração, reforçando a capacidade de resposta a imprevistos de saúde em ambientes de microgravidade.

Com informações de Olhardigital