Setor elétrico brasileiro passa a priorizar não apenas a geração, mas também a capacidade de armazenar energia, em resposta ao crescimento das fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. Sistemas do tipo Battery Energy Storage System (BESS) têm ganhado espaço como infraestrutura estratégica para garantir segurança do fornecimento, continuidade operacional e economia de custos para empresas de diferentes setores.
O apelo por tecnologias que permitam disponibilizar energia sob demanda, independentemente das oscilações da rede, tem acelerado a adoção de soluções de armazenamento no país. Além de aumentar a confiabilidade do fornecimento, os sistemas ajudam a mitigar picos de consumo e a tornar a operação mais eficiente e sustentável.
Estudos do mercado projetam que o Brasil deverá atrair bilhões de reais em investimentos em sistemas de armazenamento por baterias até o fim da década, impulsionados pela expansão das renováveis, pela necessidade de maior confiabilidade energética e pela queda nos custos tecnológicos. Em paralelo, o governo federal tem avançado na criação de mecanismos regulatórios e de contratação específicos para o armazenamento, favorecendo a expansão do setor e o fortalecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN).
Os BESS permitem que indústrias, comércios e outros empreendimentos acumulem energia em períodos de menor demanda ou custo e a utilizem em momentos de maior consumo, tarifas elevadas ou instabilidades na rede. Esses sistemas também contribuem para a estabilização da tensão elétrica e oferecem alternativa silenciosa, flexível e de baixas emissões, reduzindo a dependência de geradores a combustíveis fósseis.
O mercado brasileiro já desenvolve modelos de negócio que combinam inovação e economia circular. A Tecnogera, empresa especializada em soluções de energia temporária e equipamentos para trabalho em altura, criou um sistema BESS móvel que reaproveita baterias de lítio retiradas de sua frota de plataformas elevatórias. Essas baterias, que perderam desempenho para aplicações de tração, ainda mantêm alta capacidade para armazenamento estacionário, ganhando uma segunda vida útil e reduzindo geração de resíduos.
Imagem: Curadoria interna
Segundo Vinícius Curi, líder financeiro da Tecnogera, a iniciativa demonstra a convergência entre sustentabilidade e eficiência econômica, ao reduzir custos operacionais para clientes e acelerar a descarbonização empresarial. A companhia aplicou aproximadamente R$ 1 milhão no desenvolvimento da tecnologia como parte da estratégia de ampliar seu portfólio voltado à transição energética e à redução de emissões de carbono.
Unidades móveis de armazenamento já são usadas para assegurar energia em eventos, operações comerciais e instalações críticas, atuando como reserva de rápida resposta e elevando a resiliência operacional. Com o avanço das normas setoriais e a redução gradual dos custos das baterias de lítio, a expectativa é que edifícios comerciais, plantas industriais, centros logísticos e grandes eventos integrem essa tecnologia em escala crescente, fortalecendo o sistema elétrico e contribuindo para uma matriz mais sustentável.
Com informações de Valor.globo

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6