A fabricante brasileira de notebooks de alta performance Avell Technology fechou 2025 com receita de R$ 263 milhões, alta de 25% em relação a 2024, e planeja em 2026 ampliar seu portfólio e presença física para ocupar espaço intermediário entre marcas globais e produtos de baixo custo.
Trajetória e reestruturação
Após quadruplicar de tamanho no auge da pandemia, a Avell passou por ajuste operacional em 2023, quando a receita caiu de R$ 201 milhões para R$ 130 milhões para revisão de processos, governança e finanças. Convidado no fim de 2022 pelo fundador Emerson Salomão, o executivo Vladimir Rissardi assumiu o cargo de CEO em outubro de 2024 com a missão de preparar a empresa para crescimento sustentável.
Pilares da virada
Segundo Rissardi, a reestruturação se apoiou em três frentes: revisão de portfólio, ganhos de eficiência interna e melhoria da experiência do cliente. A oferta passou de 12 para 25 modelos, elevando a variedade e reduzindo o tíquete médio de R$ 11 mil para cerca de R$ 8 mil, sem abrir mão do acabamento premium. Também foram incorporadas máquinas na faixa de R$ 3 mil para atender nichos corporativos e consumidores que buscam performance a preços moderados.
No campo operacional, a companhia reforçou controles e cultura de gestão por resultado, com foco em reduzir custos e despesas. Já no atendimento, a avaliação no Reclame Aqui saiu de 6,9 para 9,1, após reestruturação de processos e humanização do suporte, considerado essencial para profissionais como engenheiros, arquitetos e videomakers.
Expansão corporativa e tecnológica
O segmento corporativo, que respondia por 1% a 2% das vendas em 2024, saltou para 27% do mix em 2025, tornando-se estratégica para previsibilidade de receita. Para 2026, a Avell já atualizou a linha gamer Storm com placas RTX série 50 e projeta renovar a linha Office no segundo trimestre, além de ampliar oferta de periféricos — hoje em 2% da receita, com meta de atingir 5%.
Posicionamento e presença física
Rissardi identifica um “vácuo” no mercado nacional entre produtos muito caros de marcas globais e as linhas básicas de baixo custo. A Avell pretende ocupar esse espaço com agilidade de decisão e eficiência, reforçando a venda direta online e expandindo showrooms em Florianópolis, Curitiba e Joinville. Há planos para inaugurar loja conceito em São Paulo até o fim de 2026.
Imagem: A empresa operava com 12 modelos ampliou para 25 máquinas
Com a montagem nacional baseada em componentes importados e produção em Manaus, a empresa mantém estrutura que alia flexibilidade e adaptação ao câmbio. O dólar próximo a R$ 5,20 é considerado “saudável” para manter competitividade frente ao custo de itens como memória e GPU.
Em 2026, a Avell busca transformar ganhos operacionais em força de marca, consolidando produtos e serviços para ocupar definitivamente o segmento premium intermediário no Brasil.
Com informações de Brazileconomy

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6