A B3 começou, a partir de segunda-feira (27/04), a negociar seis novos Contratos de Eventos que têm referência no Ibovespa B3, no dólar e no Bitcoin. Os produtos ampliam a oferta de derivativos da bolsa, oferecendo uma mecânica de negociação mais simples que a de alguns instrumentos tradicionais.
Os contratos lançados e seus respectivos tickers são:
- Contrato de Evento sobre Futuro Míni de Ibovespa B3 (ticker: BWI);
- Contrato de Evento sobre Índice Bovespa B3 (ticker: BBV);
- Contrato de Evento sobre Futuro Mini de Dólar (ticker: BWD);
- Contrato de Evento sobre Dólar à Vista (ticker: BDO);
- Contrato de Evento sobre Futuro de Bitcoin (ticker: BBI);
- Contrato de Evento sobre Bitcoin à Vista (ticker: BBC).
Esses contratos são derivativos vinculados a eventos com resultado objetivo, cujo desfecho, no caso desses seis produtos, é determinado pelo comportamento de variáveis de mercado — por exemplo, o fechamento do dólar em um dia específico. O preço do contrato reflete a probabilidade do evento e varia entre R$ 0 e R$ 100.
Apesar de apresentarem semelhanças com opções tradicionais, os Contratos de Eventos se destacam pelo pagamento fixo e pelo fato de o potencial de ganho ser conhecido no momento da operação, o que limita o risco tanto para quem compra quanto para quem vende e simplifica o funcionamento do produto.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a negociação desses instrumentos inicialmente apenas para investidores profissionais. A classificação como investidor profissional considera, entre outros critérios, possuir mais de R$ 10 milhões aplicados em ativos financeiros ou ter certificação técnica emitida pela autarquia.
A estrutura operacional dos contratos seguirá regras já aplicadas a outros derivativos negociados na B3: liquidação exclusivamente financeira, formação de preço transparente em tela, funcionamento em livro multilateral que permite a interação entre todos os investidores, garantia de contraparte para liquidação e parâmetros objetivos para verificação dos resultados nos vencimentos.
Imagem: Divulgação
Segundo Luiz Masagão, vice‑presidente de Produtos e Clientes da B3, o lançamento responde à evolução dos mercados de previsão, oferecendo uma experiência de negociação mais simples sem abrir mão da infraestrutura, das regras claras e das salvaguardas presentes em um ambiente regulado.
Os novos Contratos de Eventos passam a integrar o conjunto de derivativos disponíveis na B3 a partir da data anunciada.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6