Porto-riquenho será atração principal do intervalo
Benito Antonio Martínez Ocasio, conhecido mundialmente como Bad Bunny, tem 31 anos e fará no próximo domingo (8) sua estreia no show de intervalo do Super Bowl, a final da liga de futebol americano assistida por mais de 120 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Com isso, ele se torna o primeiro artista cujo álbum integralmente em espanhol conquistou o prêmio de Melhor Álbum no Grammy, graças ao disco Debí Tirar Más Fotos.
Filho de um caminhoneiro e de uma professora, Bad Bunny cresceu em Vega Baja, cidade litorânea do norte de Porto Rico. Ainda adolescente, gravava trap no SoundCloud enquanto trabalhava como empacotador em um supermercado, sem apoio de gravadoras ou contatos no meio musical. O nome artístico surgiu em 2016, quando ele contou em um podcast que uma foto sua vestido de coelho travesso inspirou a alcunha “Bad Bunny”, que em inglês significa “coelho mau”.
Em 2024, o álbum Un Verano Sin Ti foi apontado pelo Guinness World Records como o disco mais tocado na história do Spotify, com mais de 15 bilhões de execuções. O cantor liderou as listas de artistas mais ouvidos na plataforma em 2020, 2021, 2022 e 2025, superando nomes como Drake e Taylor Swift. A revista The New Yorker chegou a chamá-lo de “maior estrela do pop” e o The New York Times afirmou que ele “reinventou o panorama da música em espanhol”.
Bad Bunny também se destacou por mesclar ritmos urbanos com gêneros latinos tradicionais, como salsa, merengue, mambo, bossa nova e plena. Para especialistas, ele redesenhou a relação entre artistas latinos e a indústria global, ao mesmo tempo em que incorporou símbolos culturais porto-riquenhos em sua obra.
No âmbito político, o cantor abraçou causas locais e globais. Participou dos protestos de 2019 em Porto Rico, defendeu a independência da ilha e criticou operações de imigração do governo dos Estados Unidos, chegando a exibir a frase “Fora ICE” durante cerimônias de premiação. Em 2025, optou por não incluir os Estados Unidos em sua turnê por receio de que autoridades migratórias usassem o evento para deter imigrantes.
Imagem: BBC
No plano estético, desafia convenções do gênero urbano ao usar cores vibrantes, esmalte de unhas e roupas que flertam com o andrógino. Com canções que vão do romantismo à denúncia de problemas sociais — como quedas de energia em Porto Rico (El Apagón) e gentrificação (Lo que le Pasó a Hawái) —, ele diversificou o repertório do reggaeton e do trap.
A apresentação no Super Bowl o coloca em um grupo seleto de artistas latinos no intervalo, ao lado de Shakira e Gloria Estefan, mas com a particularidade de ser o primeiro a levar ao palco principal um repertório completamente em espanhol. Mesmo em uma região onde parte do público não domina o idioma, Bad Bunny já provou que é capaz de conquistar plateias ao redor do mundo.
Com informações de G1

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6