O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn, afirmou que a consolidação da indústria de minerais críticos depende de segurança regulatória e de previsibilidade em prazos longos, em vez de subsídios públicos. A declaração foi feita durante o encontro anual do banco, realizado em Assunção, no Paraguai.
Goldfajn defendeu a adoção de contratos de fornecimento com horizonte de 20 a 30 anos como mecanismo para assegurar demanda estável e dar confiança a investidores interessados na exploração e no processamento desses minerais. Segundo ele, essa estabilidade reduziria a necessidade de incentivos fiscais para atrair aportes privados.
O tema aparece em meio às discussões no Brasil sobre a criação de um marco legal para o setor de minerais estratégicos, fundamentais para tecnologias associadas à transição energética, como baterias, semicondutores e equipamentos eletrônicos. Para o presidente do BID, a América Latina tem a chance de capitalizar a crescente procura global por esses insumos e caminhar além do modelo tradicional de exportação de matéria-prima.
Entre as propostas apontadas por Goldfajn está o estímulo a investimentos que agreguem valor na região, com processamento e industrialização locais, fortalecendo assim a cadeia produtiva. Nesse contexto, o BID planeja ampliar sua atuação no setor, oferecendo financiamento a projetos e iniciativas que reforcem a capacidade de produção e integração de minerais críticos na América Latina e no Caribe.
O executivo também ressaltou que o interesse internacional no tema pode facilitar cooperação entre países com distintas posições geopolíticas. Ele observou que membros do G7 e do G20 vêm demonstrando preocupação em garantir cadeias de suprimento seguras para esses recursos estratégicos.
Imagem: Divulgação
A discussão ocorre quando governos e empresas buscam reduzir a dependência de um número restrito de fornecedores globais desses minerais, considerados essenciais para a indústria tecnológica e para o avanço da transição energética mundial.
A notícia encerra com a perspectiva de que medidas de longo prazo, como contratos extensos e maior participação de instituições financeiras multilaterais, podem ser fundamentais para atrair investimentos e desenvolver uma indústria regional de minerais críticos.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6