O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo voltou a bater recorde nesta quarta-feira (11) ao encostar na marca inédita de 190 mil pontos. O Ibovespa, da B3, fechou o pregão aos 189.699 pontos, registrando valorização de 2,03% em relação ao fechamento anterior.
Durante a sessão, o indicador chegou a ultrapassar os 190 mil pontos em diversos momentos, impulsionado pela entrada de recursos externos no mercado brasileiro. No entanto, nos minutos finais de negociação, o ritmo de alta perdeu força e o fechamento acabou um pouco abaixo do patamar psicológico.
Com o desempenho desta quarta, o Ibovespa acumula alta de 17,52% desde o início de 2026. Grande parte desse avanço é atribuída ao interesse de investidores estrangeiros em ações brasileiras, que têm aproveitado o cenário de juros ainda atrativos e expectativas de crescimento econômico.
Dólar em queda
No mesmo dia, o dólar comercial registrou queda de 0,18% e foi negociado a R$ 5,187 na venda. Essa cotação representa o menor valor da moeda americana em 21 meses, período que não via níveis tão baixos desde 28 de maio de 2024, quando o dólar fechou a R$ 5,15.
Pela manhã, o dólar chegou a superar os R$ 5,20, mas reverteu a trajetória de alta com o ingresso de capitais estrangeiros em economias emergentes, entre elas o Brasil. No acumulado de 2026, a moeda norte-americana tem queda de 5,5% frente ao real.
A valorização inicial do dólar foi motivada pela divulgação de que a economia dos Estados Unidos criou 130 mil vagas de trabalho em janeiro – quase o dobro da projeção de 70 mil empregos. Esse resultado reforça expectativas de que o Federal Reserve (Fed) manterá a taxa de juros elevada por mais tempo, o que costuma sustentar o dólar.
Imagem: Leandro Martins
No entanto, a contínua migração de recursos para mercados emergentes pressionou a moeda para baixo. Além do real, o peso mexicano, o peso chileno e o peso colombiano também se valorizaram na jornada.
O pregão desta quarta reforça o otimismo dos investidores com ativos ligados a economias em desenvolvimento, que seguem atraindo capitais diante de perspectivas de retorno mais elevado.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6