Quem: Governo do Brasil, representado pelo ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

O que: Apresentação de uma proposta para reposicionar a televisão aberta no contexto da transformação digital, com foco na adoção do padrão conhecido como TV 3.0, que integra transmissão, dados e serviços.

Quando e onde: Durante o NAB Show 2026, realizado em Las Vegas.

Na feira internacional, o ministério levou ao mercado uma estratégia que visa transformar a TV aberta em uma plataforma central na oferta de conteúdos e serviços digitais. A proposta inclui medidas para aumentar a base de usuários e criar condições para novos modelos de negócio.

Segundo a apresentação, o governo estuda usar recursos do Edital 5G para distribuir receptores a famílias de baixa renda. A intenção é combinar objetivo social com a expansão do alcance da tecnologia: garantir acesso facilitaria a adoção, dinamizaria o mercado e contribuiria para o desenvolvimento sustentável do ecossistema audiovisual.

Com a implementação da TV 3.0, a programação deve ganhar recursos de personalização de conteúdo e publicidade segmentada, além de permitir integração direta com serviços digitais, inclusive para acesso a políticas públicas. Esse conjunto de funcionalidades abre caminho para formatos comerciais mais sofisticados e experiências de consumo realizadas pela própria televisão.

Imagem:  Agência Brasil

Entre as funcionalidades destacadas está a capacidade da plataforma atuar como serviço de utilidade pública: a tecnologia possibilita a criação de sistemas de alerta com segmentação geográfica e a ativação automática dos aparelhos em situações de emergência, mesmo sem conexão à internet. Esse recurso pretende ampliar o alcance das comunicações críticas para populações afetadas por desastres ou crises locais.

Além da dimensão social e de segurança, a proposta enfatiza o potencial de monetização. A integração entre dados e plataformas digitais deve permitir a transição da publicidade tradicional para anúncios direcionados e viabilizar compras e interações comerciais diretamente pela interface da televisão.

A expectativa apresentada é que a combinação de acesso ampliado, tecnologia integrada e novos modelos de receita consolide um ambiente de inovação sustentável para a televisão brasileira.

Com informações de Portalin