A indústria do Ceará registrou utilização de 72% da capacidade instalada em 2026, desempenho acima da média nacional e indicado como sinal de fortalecimento do setor local. Os dados constam da Sondagem Industrial produzida pelo Observatório da Indústria Ceará, da FIEC, em parceria com a CNI.
O levantamento mostra também que o indicador de Situação Financeira da indústria cearense alcançou 52,7 pontos no primeiro trimestre do ano, permanecendo acima da linha de 50 pontos, patamar que sinaliza avaliação favorável por parte dos empresários.
No panorama nacional, o indicador correspondente recuou para 47,2 pontos, refletindo insatisfação no conjunto da indústria brasileira, enquanto o setor cearense manteve percepção positiva e superior à média do país.
Em relação à atividade operacional, o índice de Evolução da Produção atingiu 54,9 pontos em março, apontando crescimento ante o mês anterior. O indicador de Evolução do Número de Empregados ficou em 51,9 pontos, sugerindo recuperação no emprego dentro da indústria.
Amanda Oliveira, supervisora de Inteligência Competitiva do Observatório da Indústria Ceará, afirmou que “o avanço da produção e a recuperação do emprego em março sinalizam uma retomada do dinamismo da atividade industrial cearense”.
As expectativas para os próximos seis meses permanecem positivas. O índice de Demanda chegou a 57,6 pontos, enquanto o indicador de Compra de Matérias-Primas registrou 54,7 pontos. Os índices de Quantidade Exportada e de Número de Empregados projetados para o semestre marcaram 52,7 e 51,4 pontos, respectivamente.
Imagem: arquivo/Portal IN
Apesar do quadro otimista em indicadores amplos, os empresários apontaram desafios operacionais. A falta ou o elevado custo de matérias-primas foi citada por 39,6% dos entrevistados como um problema, e as taxas de juros altas foram assinaladas como preocupação por 31,3% dos industriais.
O conjunto de resultados indica um cenário de recuperação e perspectivas favoráveis para a indústria cearense, ainda que persistam obstáculos relacionados a insumos e custos financeiros.
Com informações de Portalin

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6