Brasil e Coreia do Sul assinaram, em 27 de julho de 2026, comunicados conjuntos destinados a ampliar a cooperação bilateral na área de minerais críticos e estratégicos. A iniciativa visa consolidar a parceria entre os dois países no setor mineral e definir diretrizes para tornar as cadeias produtivas mais resilientes, diversificadas e sustentáveis.
Um dos principais objetivos do acordo é incentivar o processamento e o refino dos minerais nas proximidades das áreas de extração, com o propósito de aumentar a agregação de valor dentro do território brasileiro. A proposta busca reduzir a exportação de matérias-primas sem beneficiamento e atrair investimentos em etapas industriais de maior valor agregado.
Cooperação inclui inovação e transferência de tecnologia
Os comunicados assinados também preveem o fortalecimento da colaboração em pesquisa, desenvolvimento, inovação e em transferência de tecnologia entre os dois governos. As medidas contemplam a criação de mecanismos permanentes de intercâmbio técnico e o aumento das capacidades institucionais voltadas ao desenvolvimento do setor mineral.
Durante a negociação, Brasil e Coreia do Sul reafirmaram a importância de preservar a soberania nacional e a autonomia na formulação de políticas públicas relacionadas à exploração e ao aproveitamento dos recursos minerais.
A aproximação nas áreas de energia e mineração vem sendo intensificada desde fevereiro de 2026, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou a Coreia do Sul. Na ocasião, os dois países lançaram o Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica Brasil-Coreia 2026–2029, que colocou os minerais críticos entre as prioridades da cooperação bilateral.
Segundo o governo brasileiro, a estratégia é que o potencial mineral do país seja acompanhado pela expansão das atividades de processamento, transformação industrial e inovação tecnológica, com a expectativa de atrair investimentos estrangeiros, fortalecer a cadeia produtiva nacional e aumentar a participação do Brasil em segmentos de maior valor agregado da indústria mineral.
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Minerais críticos são estratégicos para a transição energética
A cooperação entre os dois países também abrange áreas relacionadas à transição energética, como desenvolvimento de hidrogênio de baixa emissão de carbono, bioenergia, combustíveis renováveis, eficiência energética, infraestrutura inteligente, armazenamento em baterias e tecnologias de captura de carbono.
No segmento de minerais críticos, a parceria inclui matérias-primas como lítio, terras raras, níquel e grafita, consideradas essenciais para a fabricação de baterias, veículos elétricos e outras tecnologias de baixo carbono. Espera-se que a demanda por esses insumos cresça nos próximos anos, impulsionada pela transição energética global.
O avanço da cooperação ocorre em um contexto de expansão das relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul. Em 2025, a corrente de comércio entre os países atingiu US$ 10,8 bilhões (R$ 55,4 bilhões), dos quais US$ 5,5 bilhões (R$ 28,2 bilhões) foram exportações brasileiras e US$ 5,3 bilhões (R$ 27,2 bilhões) corresponderam a importações, resultando em um superávit de US$ 168 milhões (R$ 861,9 milhões) para o Brasil.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6