O Brasil retornará ao grupo das dez maiores economias mundiais em 2026, segundo projeções atualizadas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e levantamento da Austin Ratings publicado pela IstoÉ Dinheiro. O avanço no ranking decorre da revisão das estimativas do FMI para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano.
No relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado em abril de 2026, o FMI passou a projetar expansão de 1,9% do PIB do Brasil em 2026, 0,3 ponto percentual acima da previsão de janeiro, e igual ao ritmo estimado pelo Fundo em outubro de 2025. Com essa taxa, o país alcança a 10ª posição no ranking global, com PIB estimado em US$ 2,6 trilhões.
Posição no ranking e fatores
De acordo com a Austin Ratings, o Brasil sobe do 11º lugar em 2025 para o 10º em 2026 e aparece projetado na 9ª posição para 2027. O topo do ranking permanece dominado pelos Estados Unidos, China e Alemanha, tanto nas projeções para 2026 quanto para 2027.
Entre os fatores apontados para a melhora relativa do Brasil estão a valorização do real e o desempenho mais fraco de outras economias, como o Canadá. Segundo o economista-chefe da Austin, Alex Agostini, a apreciação da moeda nacional contribui para elevar o PIB medido em dólares e, combinada com um crescimento nominal mais favorável, ajuda o país a subir posições.
Perspectivas do FMI e impactos externos
Apesar da revisão para cima em 2026, o desempenho projetado pelo FMI permanece abaixo do crescimento de 2,3% registrado pelo Brasil em 2025, considerado o pior desde 2020 pelo IBGE. Para 2027, o Fundo reduziu a previsão em 0,3 ponto percentual em relação a janeiro, estimando expansão de 2,0%.
O FMI também destacou que a guerra no Oriente Médio pode ter um efeito levemente positivo sobre a economia brasileira em 2026, estimando um impulso de cerca de 0,2 ponto percentual em razão do papel do país como exportador de energia. O Fundo citou ainda reservas internacionais adequadas, baixa exposição da dívida em moeda estrangeira, amplo colchão de liquidez do governo e uma taxa de câmbio flexível como elementos que ajudam a absorver choques externos.
O conflito, que levou ao fechamento do Estreito de Ormuz — rota de cerca de um quinto do petróleo mundial —, vem pressionando preços de combustíveis e gerando preocupações inflacionárias.
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Comparação com projeções domésticas e regionais
As previsões do FMI para o Brasil ficam acima do crescimento estimado pelo Banco Central em março — 1,6% —, mas abaixo da projeção do Ministério da Fazenda, que prevê 2,3% para 2026. A pesquisa Focus mais recente aponta expectativa de mercado de 1,85% para o ano.
Para a América Latina e o Caribe, o FMI projetou crescimento de 2,3% em 2026 e 2,7% em 2027, enquanto para as Economias de Mercados Emergentes e em Desenvolvimento as estimativas foram de 3,9% e 4,2%, respectivamente — níveis superiores aos calculados para o Brasil.
O Canadá, por sua vez, tem projeção de crescimento de 1,5% para 2026, um dos desempenhos citados que contribuem para a reordenação no ranking das maiores economias.
O levantamento da Austin Ratings foi divulgado com base nas estimativas do FMI e compilado pela IstoÉ Dinheiro.
Com informações de Borainvestir.b3

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6