Cada vez mais brasileiros usam perfis em redes sociais para vender produtos por comissão, transformando plataformas como TikTok e Instagram em canais de comércio. O formato — conhecido como afiliados — combina publicações e vídeos curtos para apresentar itens aos seguidores e gerar compras mesmo quando o usuário não acessa a rede com a intenção de comprar.
Segundo o levantamento The State of Social Media Marketing 2026, 73% das marcas e agências passaram a priorizar vídeos curtos, que oferecem ao consumidor uma experiência mais próxima à de uma loja física ao mostrar tamanho, uso e resultados dos produtos em movimento.
Como funciona o modelo e exemplos
No TikTok, a dinâmica se aproxima de um pequeno varejo digital: o dono do produto define a porcentagem de comissão, que pode variar entre 1% e 80%, embora na prática as taxas costumem ficar entre 8% e 15% do preço do item. Há vendas de itens do dia a dia até produtos de marcas consolidadas, como Granado, Creamy e MAC Cosmetics.
O formato atrai tanto consumidores comuns quanto influenciadores. A ex-BBB Bárbara Heck, por exemplo, declarou ter recebido R$ 60 mil em comissões apenas em novembro de 2025. Ela detalhou valores mensais de comissões desde setembro do ano passado: R$ 25 mil em setembro; R$ 38 mil em outubro; R$ 66 mil em novembro; R$ 50 mil em dezembro; R$ 54 mil em janeiro; R$ 40 mil em fevereiro; e R$ 72,8 mil no mês mais recente.
Outro caso é o de Geiane Santos, 36 anos, que começou a vender no TikTok no Natal do ano passado. No primeiro mês faturou R$ 200 e, a partir desse resultado, passou a dedicar-se com mais regularidade, mantendo um perfil com dicas de venda chamado “Diário da afiliada TK SHOP”.
Dicas práticas
Especialistas em marketing digital orientam que a atividade pode conviver com emprego formal, desde que haja organização. Uma sugestão é reservar um dia para gravar vários vídeos e publicá-los ao longo da semana. Entre as recomendações estão testar formatos diferentes, priorizar vídeo em vez de foto e produzir conteúdo que gere desejo e contexto, em vez de apenas listar características.
Onde se cadastrar
TikTok: É necessário ter conta na rede, ser maior de 18 anos, ter ao menos 2 mil seguidores e ter publicado pelo menos um vídeo nos últimos 180 dias. Em seguida, o usuário deve acessar o “TikTok Studio”, escolher “TikTok Shop para Criadores”, preencher dados pessoais, endereço, documentos e informações bancárias e aguardar aprovação. Com a conta aprovada, os produtos são adicionados na aba “Vitrine”. O TikTok também destaca o crescimento do live commerce, em que vendas ocorrem durante transmissões ao vivo.
Instagram: No Brasil, o recurso de vendas tem avançado por meio de parceria com o Mercado Livre. Para atuar como afiliado é preciso converter o perfil em comercial, ativar o Instagram Shopping e se inscrever no programa Afiliados Meta.
Imagem: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo
Mercado Livre: Oferece comissões por meio de links de divulgação, que podem chegar a até 16% por venda. É necessário cadastrar-se no Programa de Afiliados, vincular redes sociais ativas e aguardar aprovação.
Shopee: Opera com links exclusivos e comissão padrão de 3% em vendas comuns e em transmissões ao vivo, além de um Programa de Comissão Extra com taxas mais altas; a inscrição é feita pelo site de afiliados da Shopee.
Amazon: As comissões variam por categoria; interessados devem preencher formulário no portal de afiliados da Amazon Brasil (https://associados.amazon.com.br/) e aguardar aprovação.
O formato amplia oportunidades de renda sem necessidade de sair de casa, podendo ser realizado de forma complementar ao trabalho formal, desde que o criador ajuste frequência e formato de conteúdo à sua rotina.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6