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Com a possibilidade de cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em criptomoedas suspensa por enquanto, investidores brasileiros mantêm alto volume de transações em stablecoins atreladas ao dólar. Em março, o total negociado nessas moedas digitais alcançou R$ 9,3 bilhões nas exchanges, de acordo com a plataforma Índice Biscoint, superando o volume de fevereiro, que foi de R$ 9,1 bilhões.
Dentre os tokens, a USDT, emitida pela Tether, concentrou a maior parte das negociações, com R$ 8,49 bilhões, equivalentes a aproximadamente 91% do total. A USDC, da Circle, registrou R$ 815 milhões.
O uso das chamadas “criptos de dólar” tem se expandido por oferecer uma maneira rápida e de baixo custo para dolarizar patrimônio, além de facilitar remessas internacionais e pagamentos em viagens. Até o momento, essas operações permanecem sem incidência de IOF.
No começo do ano, o governo federal chegou a avaliar a possibilidade de tributar operações com stablecoins, inclusive com a abertura de consulta pública. A discussão, porém, foi interrompida, medida bem recebida por parte dos investidores e de entidades do setor.
Em nota conjunta divulgada no início do mês, as associações ABcripto, ABFintechs, Abracam, ABToken e Zetta afirmaram que uma eventual ampliação da tributação sobre stablecoins por meio de decreto ou norma administrativa seria ilegal, argumentando que atos dessa natureza não podem criar ou ampliar o fato gerador tributário.
Outros destaques do mercado cripto
Além das stablecoins atreladas ao dólar, versões pareadas ao real começam a ganhar espaço. Um estudo da Visa aponta que tokens pareados ao real — como BRLV, BRLA, BRL1 — já representam cerca de 10% do volume em mercados de tokens ligados a moedas emitidas por governos.
Em apostas sobre a eleição brasileira na plataforma Polymarket, o mercado cripto movimentou quase US$ 31 milhões (R$ 162 milhões). Na plataforma, usuários compram tokens que representam resultados “sim” ou “não”; atualmente, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem empatados com 42% cada.
No campo das auditorias, a Tether, emissora da USDT, contratou a KPMG para avaliar suas reservas, estimadas em US$ 185 bilhões pelo Financial Times, e a PwC para revisar seus controles internos.
Imagem: Divulgação
Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h35.
Bitcoin (BTC): -3,73%, US$ 66.703,11
Ethereum (ETH): -3,33%, US$ 1.996,11
BNB (BNB): -2,79%, US$ 611,12
XRP (XRP): -2,49%, US$ 1,33
Solana (SOL): -4,83%, US$ 83,19
Com informações de Investnews

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6