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O técnico belga da seleção da África do Sul, Hugo Broos, pediu foco total aos jogadores para resistir ao barulho da torcida mexicana na partida de abertura da Copa do Mundo de 2026, marcada para esta quinta-feira no Estádio Azteca, na Cidade do México.

Ex-zagueiro e atual treinador, Broos relembrou sua experiência no mesmo estádio em 1986, quando a Bélgica foi derrotada pelo México por 2 a 1, e afirmou que agora retorna ao local comandando os Bafana Bafana, que integram o Grupo A do torneio.

O treinador chamou atenção para o ambiente hostil que espera pela sua equipe. “Haverá uma multidão enorme (de mexicanos) e pouco apoio para a África do Sul (…) Isso é uma grande vantagem para eles”, disse Broos em coletiva, acrescentando que serão cerca de 85 mil torcedores a atuar como fator de pressão.

“Haverá 85 mil mexicanos gritando e cantando. Mas temos que focar no nosso jogo. E se conseguirmos fazer isso, se não nos deixarmos levar pelo barulho de 85 mil mexicanos, então faremos uma boa partida”, afirmou o técnico, ressaltando a necessidade de manter a concentração diante do público local.

Broos também apontou o México como principal favorito do Grupo A, citando a sequência recente de resultados da equipe anfitriã. “Acho que eles venceram quase todas as suas últimas dez partidas”, declarou, descrevendo El Tri como “confiante” e “a melhor” seleção do grupo.

Sobre as exigências do confronto, o comandante sul-africano avisou que será necessária a melhor versão de seus jogadores. “Será um jogo muito difícil. Precisamos estar no nosso melhor nível, e posso garantir que nossa equipe está pronta para lutar por cada centímetro do campo e por cada bola”, disse.

Broos pede que África do Sul ignore pressão da torcida do México na estreia da Copa do Mundo

Imagem: ALFREDO ESTRELLA / AFP

Além das observações sobre o adversário e o espetáculo de público, Broos comentou o formato ampliado da competição. Ele se posicionou contrário à expansão para 48 seleções, classificando-a como mais cansativa. O técnico citou a dificuldade logística e de calendário para sua equipe, que terá compromissos também em Atlanta, nos Estados Unidos, e em Monterrey, no México.

“É um pouco exagerado quando se tem 48 países jogando”, observou Broos. “A Copa do Mundo foi realizada no México há 40 anos, mas os tempos mudaram e precisamos nos adaptar”.

O confronto de estreia terá especial significado para o treinador, que volta ao lendário Azteca com a missão de neutralizar a força do público e dar à África do Sul um começo positivo na competição.

Com conteúdo da AFP

Com informações de Gazetaesportiva