Quando Lautaro Martínez fez o gol da vitória aos 90’+2, no segundo minuto dos acréscimos, Buenos Aires transformou-se em uma grande festa. Centenas de milhares de pessoas foram às ruas da capital argentina para comemorar o triunfo por 2 a 1 sobre a Inglaterra, com manifestações que misturaram celebração esportiva e referências históricas.
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Ruas e pontos simbólicos lotados
A massa de torcedores convergiu rapidamente para o Obelisco, ponto central das celebrações, logo após o apito final. Entre buzinas, hinos e bandeiras, a multidão entoou cânticos dirigidos ao adversário — “Quem não pula é inglês!” — e pulou em uníssono.
A Avenida 9 de Julio ficou tomada pelo azul e branco e a segurança pública teve dificuldades para manter as barreiras de contenção visíveis diante do grande volume de pessoas. Motoristas buzinavam em apoio, passageiros dos ônibus e trens vibravam com os pulos e gritos, e em bares houve abraços, comemorações e até pedidos de casamento.
Contexto histórico e reações
O confronto ganhou carga simbólica por remeter a episódios como a Guerra das Malvinas, em 1982, e às quartas de final de 1986, quando Diego Maradona eliminou a Inglaterra com as polêmicas jogadas conhecidas mundialmente. Nas ruas, faixas e cânticos evocaram Maradona e Messi: “Por Malvinas, por el Diego, por la última de Leo…”, repetiam torcedores.
Durante o jogo, Anthony Gordon abriu o placar aos 55 minutos, e o gol inglês silenciou parte dos espectadores. Ainda assim, a esperança seguiu viva nos bares e nas áreas de exibição pública — onde bebidas foram lançadas ao ar e torcedores caminharam quilômetros até o centro para celebrar.
Imagem: LUIS ROBAYO / AFP
Depoimentos
Fabián Sidotti, comerciante de 37 anos com duas bandeiras pintadas nas bochechas, afirmou que a equipe sempre luta até o fim e comemorou a persistência do time. Rogelio Díaz, produtor agrícola de 30 anos, disse sentir grande alegria com o resultado e crédito confiança na seleção para a final contra a Espanha.
No bairro de Caballito, houve manifestações mais enfáticas sobre a disputa histórica pelas ilhas Malvinas. Gladys, aposentada de 70 anos, acompanhou a partida em um bar próximo ao Obelisco e manteve-se confiante mesmo quando a equipe esteve em desvantagem, descrevendo um sentimento emocional ligado a Maradona e ao confronto com a Inglaterra.
Com o apito final, a cidade permaneceu em clima de comemoração, enquanto autoridades e organizadores lidavam com as grandes concentrações de torcedores nas vias e praças centrais.
Com informações de Gazetaesportiva

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6