LONDRES, 13 Mar (Reuters) — A fabricante chinesa BYD informou nesta sexta-feira que vai lançar na Europa, no próximo mês, um veículo elétrico de categoria premium capaz de recarregar em questão de minutos, desempenho que supera os modelos atualmente disponíveis no mercado.

O modelo anunciado, Denza Z9GT, tem autonomia de até 800 quilômetros, número superior à maioria dos carros elétricos em circulação. Segundo a BYD, a novidade utiliza recursos de “carregamento instantâneo” associados à mais recente tecnologia de baterias apresentada pela empresa na semana passada.

A montadora afirma que o Denza Z9GT pode carregar de 10% a 70% em cinco minutos e avançar de 20% a 97% em 12 minutos. Esses índices aproximam o tempo de reabastecimento do veículo elétrico ao padrão usado por automóveis com motor a combustão, contrastando com os cerca de 45 minutos exigidos por modelos de recarga rápida atualmente no mercado.

Para viabilizar o uso comercial desta capacidade, a BYD informou que começará a instalar carregadores rápidos do tipo “flash” por toda a Europa em meados deste ano. A empresa ressalta, porém, que não há equipamentos no mercado capazes de suportar os 1.500 kW necessários para recarregar a bateria do Denza Z9GT nos tempos anunciados.

A expansão europeia ocorre em um momento de forte crescimento da BYD no continente: as vendas da marca aumentaram quase 270% em 2025, segundo a própria fabricante. Globalmente, a empresa cresceu de 420.000 veículos vendidos em 2020 para 4,6 milhões em 2025, o que a colocou como a quinta maior montadora do mundo por volume de vendas.

BYD anuncia lançamento na Europa de carro elétrico premium que recarrega em minutos

Imagem: Divulgação

Apesar do avanço externo, a BYD enfrentou dificuldades no mercado chinês nos últimos meses, quando foi ultrapassada pela rival local Geely em janeiro e fevereiro. O fim da isenção do imposto sobre a compra de veículos elétricos e híbridos plug-in na China também beneficiou montadoras tradicionais, como a Volkswagen, que recuperou a liderança de vendas no país em janeiro.

Com informações de Infomoney