A ByteDance, empresa chinesa responsável pelo TikTok, afirmou que vai adotar medidas adicionais para evitar o uso indevido de propriedade intelectual em sua nova ferramenta de inteligência artificial, o Seedance 2.0. A decisão foi divulgada após críticas e notificações legais de grandes estúdios e de autoridades internacionais.
O que ocorreu
Lançado em 12 de fevereiro, o Seedance 2.0 ganhou rápida disseminação por permitir a criação de vídeos hiper-realistas a partir de instruções em texto. Conteúdos gerados por usuários mostraram cenas com personagens de franquias como Star Wars — incluindo Anakin Skywalker e Rey —, confrontos entre Homem-Aranha e Capitão América, além de personagens de animes como Dragon Ball Z e Pokémon.
Reação de estúdios e atores
A Disney enviou na última sexta-feira uma carta de “cease-and-desist” à ByteDance, alegando que o modelo foi treinado com uma “biblioteca pirata” contendo personagens protegidos da Marvel, Star Wars e Pixar. Representantes legais do estúdio classificaram o uso como uma apropriação não autorizada dessas propriedades.
A Motion Picture Association (MPA), que representa estúdios como Netflix e Warner Bros., também criticou a ferramenta. O CEO da associação, Charles Rivkin, declarou que a empresa promoveu uma violação em “escala massiva” e afirmou: “A ByteDance está ignorando leis de direitos autorais bem estabelecidas ao lançar um serviço sem salvaguardas significativas contra a infração”.
O sindicato de atores SAG-AFTRA reclamou do uso de vozes e imagens de artistas reais, citando casos com Tom Cruise e Brad Pitt como exemplos de reprodução não autorizada. A organização descreveu a prática como uma infração que coloca em risco a remuneração e os direitos dos profissionais.
Além das ações das empresas e sindicatos, o governo do Japão abriu uma investigação sobre a ByteDance depois da circulação de vídeos de animes populares gerados pela IA sem permissão dos detentores de direitos.
Imagem: Divulgação
Resposta da ByteDance
Em comunicado enviado à BBC e à CNBC, a ByteDance afirmou respeitar direitos de propriedade intelectual e disse ter ouvido as preocupações do mercado. A empresa informou que está implementando reforços nas salvaguardas para impedir o uso não autorizado de propriedades e semelhanças por parte de usuários.
A nota, no entanto, não detalhou quais mecanismos técnicos serão adotados nem especificou quais conjuntos de dados foram usados no treinamento do Seedance 2.0.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6