O cantor porto-riquenho Bad Bunny recebeu um valor fixado pelo sindicato para se apresentar no show do intervalo do Super Bowl LX, realizado em 8 de fevereiro de 2026 em Santa Clara, Califórnia. Assim como ocorre com outras atrações da grande final da NFL, o artista teve seu cachê limitado a cerca de US$ 1.000 por dia de trabalho, enquanto a liga arca com todos os custos de produção do espetáculo.
Quanto paga a NFL e por quê
A National Football League (NFL) decidiu manter o pagamento padrão de “valor de sindicato” aos músicos que participam do halftime show. Segundo Jon Barker, vice-presidente sênior e chefe global de grandes eventos da liga, a oportunidade de expor a marca do artista a mais de 250 milhões de espectadores ao vivo, além de público adicional em redes sociais, streaming e reprises, é a principal forma de remuneração.
O investimento da NFL concentra-se na logística, cenografia, som e transmissão, deixando o cache dos artistas em um patamar simbólico. Para Bad Bunny, essa visibilidade global é encarada como a principal vantagem de subir em um dos palcos mais valiosos do entretenimento ao vivo.
Retorno indireto e cases de sucesso
Estudos de mercado e exemplos de edições anteriores apontam para ganhos indiretos substanciais. Em 2023, por exemplo, o show de Rihanna no Super Bowl atraiu 121 milhões de espectadores e resultou em US$ 5,6 milhões em mídia espontânea para sua linha de maquiagem Fenty Beauty nas 12 horas seguintes ao evento.
Além de Rihanna, outros artistas como Shakira, Justin Timberlake e Bruno Mars registraram crescimento significativo em streaming e vendas após suas apresentações. Esse efeito cascata nas plataformas digitais e no engajamento nas redes sociais reforça a estratégia de “pagamento” via exposição.
Imagem: Divulgação
Ao adotar esse modelo, Bad Bunny busca consolidar ainda mais sua carreira internacional e impulsionar futuras parcerias comerciais, turnês e lançamentos. Mesmo com um cachê modesto, o artista aproveita o alcance massivo do Super Bowl para fortalecer sua marca e projetar novos negócios.
O halftime show do Super Bowl permanece como vitrine única, capaz de elevar instantaneamente a visibilidade de quem sobe ao palco, justificando o baixo valor pago diretamente aos músicos.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6