O mercado brasileiro de suplementação alimentar consolidou-se como um dos principais caminhos para a criação de novos milionários no setor de saúde e bem-estar. Impulsionado por um consumo que já atinge cerca de 59% dos lares brasileiros, o setor deve movimentar aproximadamente R$ 1,5 mil milhões apenas em 2025.

A Era das Saídas Estratégicas

O caso de maior destaque no início de 2026 é a transição da Growth Supplements. Após ser adquirida pela Merama — que recebeu um aporte de US

 450 milhões para este ano. Os fundadores, Fernando e Eduardo Dasi, deixaram o comando da marca após 17 anos de operação focada no digital (DTC), dando lugar ao novo CEO, Diego Freitas, para a expansão no retalho físico.

O Perfil do Novo Empreendedor

Não são apenas os grandes veteranos que estão a lucrar. O fenómeno das “balinhas fit” (gummies) revelou uma nova geração de empresários:

  • Juventude e Inovação: Quatro jovens entre 20 e 23 anos fundaram uma marca de suplementos em goma que já fatura R$ 80 milhões.
  • Influência Digital: A empresa Guday, por exemplo, alcançou um faturamento de R$ 11 milhões em 2024, alavancada por uma estratégia de marketing com milhões de seguidores.

Por que o setor é tão lucrativo?

O sucesso financeiro destes investidores baseia-se em três pilares fundamentais:

  1. Margens de Lucro: A rentabilidade no setor varia habitualmente entre 20% e 50%.
  2. Liderança de Produtos: A creatina tornou-se o suplemento mais desejado (citada por 57,8% dos consumidores), superando até o whey protein.
  3. Domínio do Mercado: Gigantes como IntegralmedicaSupley e Dux Nutrition concentram a maior parte da receita, mas deixam espaço para marcas de nicho focadas em “clean label” e longevidade.

Com a previsão de que o mercado nacional alcance R$ 10,8 mil milhões em faturamento até 2028, a tendência é que o número de novos milionários continue a crescer, especialmente para quem aposta na personalização e em novos formatos de consumo.