O perfil do intercâmbio internacional está se modificando: destinos tradicionais, como os Estados Unidos, perdem participação enquanto Canadá e países asiáticos ampliam sua presença entre estudantes brasileiros. Levantamento da STB, consultoria especializada em estudos no exterior, aponta crescimento de 48% no número de brasileiros enviados ao Canadá em 2025, contra queda de 11% nos embarques para os EUA no mesmo período. Programas na Ásia avançaram 30%.
Fatores por trás da mudança
A STB atribui a mudança a uma combinação de custo, políticas migratórias e oferta de cursos alinhados a demandas profissionais. Segundo Christina Bicalho, vice-presidente da STB, os Estados Unidos, que durante décadas representaram cerca de 40% dos embarques, enfrentam hoje uma pressão inédita na liderança do mercado.
Do idioma ao planejamento de carreira
O intercâmbio deixou de ser apenas uma forma de aprender inglês na juventude e passou a compor estratégias de carreira, segundo a STB. Programas de educação superior no exterior — graduação, mestrado e doutorado — cresceram 21% em 2025, reflexo de profissionais mais experientes procurando requalificação ou transição para áreas emergentes.
A consultoria destaca maior procura por especializações em inteligência artificial, tecnologia verde e agronegócio, com profissionais como engenheiros, profissionais de tecnologia e executivos buscando capacitação no exterior. Paralelamente, a faixa etária dos estudantes ampliou-se: antes concentrada entre 14 e 25 anos, agora predomina entre 18 e 35 anos, com casos fora dessa margem.
Por que o Canadá avança
O crescimento do Canadá é explicado por medidas que tornaram o país mais atraente para estudantes internacionais, incluindo políticas migratórias mais claras, facilidades para que familiares acompanhem o estudante e maior previsibilidade quanto à permanência após os estudos. Esses fatores, aliados a custos geralmente mais baixos que os dos EUA, pesam na escolha de destino.
O levantamento ressalta que o investimento necessário para estudar nos Estados Unidos pode chegar a US$ 80 mil por ano, valor que tem sido questionado diante de incertezas regulatórias sobre permanência pós-formação.
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Ásia: inovação e custo
A Ásia cresce por oferecer universidades em China, Japão, Coreia do Sul e Singapura com cursos em inglês, sobretudo em áreas como inteligência artificial, engenharia, arquitetura sustentável e agronegócio. Em média, estudar na região pode sair cerca de 15% mais barato do que nos EUA, embora o custo ainda supere o de alguns destinos europeus. A influência cultural e o interesse por idiomas como mandarim, japonês e coreano também têm estimulado a procura.
Mercado mais pulverizado
A segurança e a estabilidade geopolítica passaram a ser critérios determinantes nas decisões das famílias, favorecendo países percebidos como mais estáveis. Apesar da perda de participação relativa, os Estados Unidos continuam como principal destino em números absolutos. Austrália, Nova Zelândia e determinadas nações europeias também ampliam sua participação, enquanto o mercado de intercâmbio se torna mais diversificado e estratégico, com estudantes avaliando retorno do investimento, empregabilidade e segurança.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6