Pesquisadores têm investigado o papel da canela no controle da glicose sanguínea e na prevenção de desordens metabólicas, em meio ao aumento de casos de diabetes tipo 2 e síndrome metabólica observados nas últimas décadas. Estudos recentes, publicados até 2026, sugerem que a especiaria pode contribuir de forma discreta para a regulação do açúcar e das gorduras na circulação, mas os resultados ainda variam conforme o tipo de canela, a dose e o perfil dos participantes.
O que indicam as evidências sobre glicemia e diabetes tipo 2
Trabalhos clínicos avaliaram se o consumo regular de canela ajuda no controle glicêmico, especialmente em pessoas com resistência à insulina ou diabetes tipo 2. Em vários desses estudos houve redução leve da glicemia de jejum e da glicose pós‑prandial, porém os efeitos dependem do tempo de uso, da quantidade ingerida e do padrão alimentar dos participantes.
Uma hipótese para esses efeitos envolve compostos fenólicos presentes na canela, que podem estimular o transportador de glicose GLUT‑4 em músculos e tecido adiposo, facilitando a entrada de glicose nas células. Há também indicações de que a especiaria possa retardar o esvaziamento gástrico, o que suavizaria picos de glicemia após refeições mais volumosas. Essas ações sugerem múltiplos mecanismos de atuação, mas não alteram a necessidade de tratamento médico quando indicado.
Impacto sobre colesterol, triglicérides e risco cardiovascular
Revisões até 2026 relatam redução moderada de colesterol total, LDL e triglicérides em participantes que consumiram canela por semanas ou meses, em comparação com controles. A magnitude do efeito costuma ser discreta, razão pela qual a canela não substitui estatinas ou outras terapias hipolipemiantes, mas pode integrar um plano terapêutico bem conduzido.
Algumas explicações propostas envolvem menor absorção intestinal de lipídios e propriedades antioxidantes e anti‑inflamatórias da planta, que podem contribuir à proteção arterial a longo prazo. Contudo, muitas pesquisas têm amostras pequenas, protocolos e dosagens distintas, e por isso os autores recomendam interpretação cautelosa dos achados.
Tipos de canela e formas de uso
No Brasil, destacam‑se dois tipos: a canela‑do‑Ceilão (Cinnamomum verum ou Cinnamomum zeylanicum) e a canela‑cássia (Cinnamomum cassia), frequentemente vendida como canela em pó. Os dois tipos diferem em sabor e composição, incluindo teores de cumarina, composto ligado à toxicidade hepática em exposições elevadas. Por isso, especialistas recomendam preferência pela canela‑do‑Ceilão quando o uso for frequente.
Culinaristicamente, a canela pode ser utilizada em pau ou em pó, em preparações doces e salgadas, como frutas assadas, mingaus, bolos, bebidas quentes e pratos com carnes ou arroz. Muitas pessoas recorrem ao tempero para reduzir a adição de açúcar, já que ele realça percepções de sabor doce, o que pode colaborar indiretamente com o controle glicêmico quando integrado a receitas equilibradas.
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Precauções e recomendações
O consumo exagerado, sobretudo da canela‑cássia, aumenta a exposição à cumarina, com potencial risco hepatotóxico em indivíduos suscetíveis. Relatos também citam irritação de mucosas quando a especiaria é ingerida em grande quantidade ou concentrada. Por isso, profissionais costumam sugerir moderação, mantendo algo em torno de até 2 gramas por dia — aproximadamente uma colher de café rasa de canela em pó — e evitar o uso de cápsulas ou extratos sem orientação médica.
Além disso, a canela não substitui medicamentos nem mudanças estruturais no estilo de vida. Para potencializar qualquer benefício metabólico, as pesquisas reforçam um conjunto de medidas já estabelecidas, como alimentação variada com vegetais e grãos integrais, prática regular de atividade física, monitoramento médico periódico, controle do estresse e atenção ao sono, e uso correto de medicamentos quando prescritos.
Em síntese, a canela pode integrar a alimentação como recurso complementar para a saúde metabólica e cardiovascular, desde que consumida com moderação e dentro de um contexto mais amplo de cuidados clínicos e alimentação equilibrada.
Com informações de Correiobraziliense

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6