O Centro-Oeste se destacou no mercado imobiliário de alto padrão no primeiro trimestre de 2026, segundo o Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil. Brasília (DF) manteve a liderança entre 81 cidades pesquisadas, enquanto Goiânia (GO) avançou até o terceiro lugar. O estudo foi elaborado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a CBIC.

O IDI também registrou estabilidade no segmento econômico e maior movimentação nas posições intermediárias do padrão médio, com cidades fora dos tradicionais eixos Sul-Sudeste registrando avanços. A pesquisa aponta mudanças estruturais na demanda por imóveis de alta renda, segundo a equipe responsável pela análise dos dados.

A gerente executiva de dados e inteligência do Ecossistema Sienge, Gabriela Torres, afirmou que identificar onde a procura se consolida fornece clareza para o mercado e permite antecipar movimentos, reduzindo o risco de desalinhamento entre oferta e absorção e ajudando a orientar decisões sobre novos empreendimentos.

Alto padrão

No segmento de alto padrão — definido por renda familiar superior a R$ 24 mil e imóveis a partir de R$ 811 mil — o Centro-Oeste ocupou duas das três primeiras posições. Brasília repetiu o primeiro lugar, sustentada por forte Dinâmica Econômica regional e alta velocidade de absorção do estoque. São Paulo (SP) ficou em segundo e Goiânia assumiu o terceiro posto, diminuindo a tradicional predominância do eixo Sul-Sudeste no topo do ranking.

Houve oscilações importantes em capitais nordestinas: Fortaleza (CE) recuou do 2º para o 6º lugar devido à queda na Demanda Direta e ao arrefecimento nas vendas de imóveis já disponíveis, embora mantenha alta atratividade em lançamentos com menos de 12 meses. São Luís (MA) subiu do 26º para o 9º lugar, impulsionada pelo aumento na velocidade de venda do estoque disponível.

No litoral catarinense, cidades próximas registraram movimentos opostos: Florianópolis (SC) caiu do 5º para o 10º lugar, registrando a maior queda no indicador de Demanda Direta entre todas as cidades e padrões, mas permaneceu no Top 10 graças à atratividade dos lançamentos com menos de 12 meses. Itajaí (SC) avançou do 19º para o 11º lugar, com crescimento expressivo na Demanda Direta.

Médio padrão

Para o padrão médio — renda familiar entre R$ 12 mil e R$ 24 mil e imóveis entre R$ 575 mil e R$ 811 mil — as primeiras posições se mantiveram inalteradas pelo segundo trimestre consecutivo: São Paulo (SP), Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Brasília (DF) permaneceram nas mesmas colocações do trimestre anterior.

Cidades fora do eixo de capitais apresentaram avanços: Belo Horizonte (MG) subiu do 11º para o 7º lugar, impulsionada pela aceleração nas vendas de lançamentos com menos de 12 meses e pelo aumento da Demanda Direta. Natal (RN) registrou a maior subida entre capitais do médio padrão, subindo 26 posições e alcançando o 24º lugar, favorecida pela baixa oferta de imóveis usados e pela aceleração nas vendas de lançamentos com mais de 12 meses.

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O Sul também teve movimentos relevantes: Maringá (PR) avançou 10 posições até o 5º lugar, com Demanda Direta e atratividade de lançamentos no máximo da escala. Itajaí (SC) progrediu do 13º para o 6º lugar, sustentada pelo forte crescimento na procura ativa por imóveis.

Padrão econômico

No segmento econômico — renda familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil e imóveis entre R$ 115 mil e R$ 575 mil — o topo do ranking ficou estável pelo quinto trimestre consecutivo. Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Curitiba (PR) mantiveram as três primeiras posições.

Fortaleza liderou sustentada pelo indicador de Demanda Direta no máximo da escala e por alta velocidade de venda tanto de imóveis disponíveis quanto de lançamentos com menos de 12 meses. Goiânia permaneceu em 4º lugar, apoiada pelo maior crescimento no indicador de Dinâmica Econômica no trimestre.

No Top 10 do padrão econômico, Brasília subiu do 7º para o 5º lugar, registrando o maior crescimento no indicador de Demanda Direta entre todas as cidades do levantamento. Aracaju (SE) avançou do 11º para o 7º lugar com Demanda Direta no topo da escala, e Belo Horizonte (MG) entrou no grupo das dez mais atraentes, subindo do 12º para o 8º lugar em razão da aceleração nas vendas de lançamentos com menos de 12 meses.

O relatório do IDI revela, assim, uma dispersão crescente da demanda por imóveis de diferentes faixas, com destaque para o desempenho do Centro-Oeste no segmento de alto padrão durante o primeiro trimestre de 2026.

Com informações de Infomoney