O ritmo acelerado de inovações no Vale do Silício e a chegada constante de novas ferramentas de inteligência artificial têm gerado pressão para que profissionais se reciclem com frequência. Ainda assim, o CEO da Cisco, Chuck Robbins, afirmou que quem alcança destaque no setor não é necessariamente quem acompanha cada novidade, mas sim quem reúne três qualidades essenciais.
Em participação recente no podcast TBPN, Robbins disse que os profissionais de maior sucesso combinam compreensão tecnológica, elevada inteligência emocional (QE) e comprometimento com a missão da equipe. Segundo ele, a capacidade de trabalhar em equipe supera o desempenho de um “herói” isolado em um contexto cada vez mais competitivo.
Robbins ressaltou que a ambição pessoal existe, mas que é preciso entender que o sucesso individual decorre do êxito coletivo: quando a equipe avança, o indivíduo também se beneficia. A ênfase no trabalho conjunto é uma marca histórica da Cisco, presente antes mesmo da gestão de Robbins.
O ex-CEO John Chambers, que liderou a empresa entre 1995 e 2015, também defendeu a cultura de equipe como um elemento tão relevante quanto estratégia e visão. Em entrevista ao podcast Thirty Minute Mentors, Chambers citou o desempenho da Cisco nos anos 1990 — período em que cerca de 10 mil funcionários tornaram-se milionários — como exemplo de como o compartilhamento de resultados pode motivar colaboradores. Ele afirmou que diferentes estilos de cultura podem funcionar desde que haja consistência, e destacou a prática de dividir ganhos com os empregados de forma generosa.
Líderes de tecnologia valorizam habilidades emocionais
Dados do LinkedIn de 2024 apontam um crescimento de 31% no número de executivos do S&P 500 e de unicórnios avaliados em mais de US$ 1 bilhão que passaram a destacar competências comportamentais em seus perfis desde 2018. Entre as cinco habilidades mais citadas estão condução eficaz de apresentações, pensamento estratégico, comunicação, visão estratégica e resolução de conflitos.
Aneesh Raman, diretor de oportunidades econômicas do LinkedIn, elencou cinco pilares emocionais buscados pelas empresas: curiosidade, compaixão, coragem, comunicação e criatividade. Raman disse à Fortune que essas habilidades humanas serão cada vez mais centrais tanto para chegar ao cargo executivo quanto para o exercício das funções de liderança.
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Robbins usou a própria trajetória como exemplo: desde gerente de contas até a nomeação como CEO em 2015, ele atribui parte de seu avanço à postura profissional diária — atuar como se cada dia fosse uma oportunidade de demonstrar aptidão para a próxima função — em vez de pedir promoções.
Outros executivos de grandes empresas têm mensagem semelhante. Jamie Dimon, do JPMorgan Chase, afirmou à Fox News que, apesar da transformação trazida pela IA, pensamento crítico e habilidades interpessoais continuarão demandadas, indicando que desenvolver QE e capacidades de comunicação é aconselhável. Andy Jassy, da Amazon, também destacou a importância da curiosidade e do hábito de questionar “por quê” como ferramenta para desvendar problemas e impulsionar inovação, conforme escreveu em carta aos acionistas.
As declarações e dados reforçam a tendência entre líderes de tecnologia de valorizar competências humanas ao lado do domínio técnico em um cenário de rápidas mudanças.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6