O CEO da Nvidia, Jensen Huang, pediu no sábado (23 de maio de 2026) que a fabricante de servidores Super Micro Computer adote controles mais rigorosos para garantir o cumprimento das regras comerciais dos Estados Unidos, depois da detenção de três pessoas em Taiwan por suposto desvio de equipamentos de IA para a China.

Huang fez o pedido ao desembarcar em Taipei e falar com jornalistas, conforme relatos publicados pela Bloomberg. A exigência ocorre após as autoridades taiwanesas prenderem três suspeitos acusados de falsificar documentação para exportar servidores de inteligência artificial para a China, Hong Kong e Macau — prática que contraria restrições americanas vigentes desde 2022.

Segundo as investigações, os três detidos teriam apresentado declarações falsas sobre servidores produzidos pela Super Micro Computer com a intenção de enviá-los a destinos proibidos pelas sanções dos EUA. A Super Micro monta nesses sistemas chips da Nvidia e de outras fabricantes, usados em data centers para treinar e executar modelos de IA, incluindo o ChatGPT.

Ao comentar o episódio, Huang afirmou: “Insistimos que nossos parceiros cumpram as normas. Esperamos que eles aprimorem e melhorem seu cumprimento das regulamentações e evitem que isso aconteça no futuro”. A declaração sinaliza a expectativa da Nvidia de que a parceira aperfeiçoe seus controles internos, embora o executivo não tenha classificado o incidente como uma ameaça direta à relação comercial.

Agenda da Nvidia e futuro produto

A visita de Huang a Taipei antecede a GTC Taipei, evento da Nvidia que começa na próxima semana. A companhia anunciou que planeja lançar a plataforma Vera Rubin no terceiro trimestre de 2026. Projetada para cargas de trabalho de agentes de IA, raciocínio e contextos longos, a arquitetura tem como objetivo permitir que «fábricas de IA» ampliem a inteligência dentro de racks e por todo o data center, com implantação segura e disponibilidade contínua.

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Huang afirmou confiança no novo produto ao dizer que “Vera Rubin será a geração de maior sucesso até agora”. Ele destacou ainda que, enquanto no passado a Nvidia trabalhava com uma ou duas empresas líderes em modelos de IA, atualmente uma gama muito maior de desenvolvedores utiliza seus produtos, e que este lançamento será o maior e mais rápido na história da companhia.

Especialistas da empresa e observadores do setor lembram que a Nvidia, líder global em chips para IA, está sujeita a restrições rigorosas de exportação para a China. Desvios nesse fluxo de equipamentos podem acarretar riscos regulatórios e de reputação para a fabricante de semicondutores.

Com informações de Olhardigital