Autoridades chinesas bloquearam a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta depois de revisar o negócio fechado no fim do ano passado por US$ 2 bilhões — equivalente a R$ 9,9 bilhões pela cotação atual. A restrição foi anunciada na segunda-feira (27).

A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC) informou que a proibição se amparou em leis e regras locais, sem detalhar os fundamentos da decisão. A Meta afirmou que o acordo seguiu todos os trâmites legais. A Manus ainda não se manifestou sobre o veto.

Hegemonia da IA em jogo

Embora o órgão regulador não tenha divulgado os motivos específicos para barrar a transação, veículos internacionais apontam que a disputa por liderança em inteligência artificial entre China e Estados Unidos pode ter influenciado o desfecho. O processo contou com a participação de outras instituições governamentais chinesas.

  • O Ministério do Comércio e a autoridade antitruste do país analisaram o acordo;
  • A investigação buscava possíveis infrações às normas sobre investimento estrangeiro, concorrência e controle de exportações;
  • Em comunicado anterior, autoridades chinesas qualificaram a operação como uma tentativa de fragilizar a base tecnológica nacional;
  • No mês passado, dois cofundadores da Manus foram impedidos de deixar a China enquanto perdurava a apuração.

A Manus, que começou a operar em Pequim e Wuhan, mudou sua sede para Singapura, fechou os escritórios originais e demitiu grande parte da equipe. A empresa ganhou destaque ao apresentar o que descreve como o “primeiro agente de IA geral” do mundo, capaz de emular raciocínio humano e executar diversas tarefas sem intervenção contínua de um operador.

O que a Meta fará?

Com a exigência da NDRC de cancelar a compra, a Meta terá alternativas como buscar outros investidores, transferir a Manus a outro comprador ou devolver a companhia aos antigos proprietários. Todas as opções enfrentam complexidade adicional porque parte da tecnologia da startup já foi incorporada a serviços da Meta.

China impede venda da startup de IA Manus para a

Imagem: Divulgação

Em declaração ao Nikkei Asia, um porta-voz da Meta afirmou que a transação “cumpriu integralmente a legislação aplicável” e que a empresa aguarda uma solução adequada para o caso.





O impacto da decisão deve repercutir em futuros negócios no setor de inteligência artificial, especialmente nas negociações que envolvem tecnologia sensível e interesses estratégicos entre países.

Com informações de Tecmundo