A Oracle demitiu entre 20 mil e 30 mil funcionários no final de março e adotou uma postura rígida em relação aos pacotes de desligamento, segundo relatos. A empresa comunicou os cortes por e-mail e, diferentemente de outras companhias do setor, recusou-se a negociar termos melhores com os demitidos, além de cortar benefícios que costumam acompanhar demissões em massa.
Perda de ações e negociações rejeitadas
O ponto mais controvertido envolveu unidades de ações restritas (RSUs), componente importante da remuneração de muitos profissionais de tecnologia. A Oracle decidiu não antecipar o cronograma de liberação dessas ações; funcionários demitidos perderam qualquer parcela que não estivesse liberada na data do corte. Há relatos de empregados veteranos que deixaram de receber até US$ 1 milhão em ações que venceriam em quatro meses.
Uma tentativa de 90 ex-funcionários de negociar coletivamente melhores termos por meio de uma petição foi rejeitada pela empresa. A Oracle não comentou publicamente os critérios usados para classificar funcionários nem os detalhes dos pacotes de desligamento oferecidos.
Classificação de trabalho remoto e cumprimento da lei
Outra questão levantada foi a classificação de trabalhadores como remotos para contornar exigências legais nos Estados Unidos. A WARN Act obriga empresas a avisarem com 60 dias de antecedência demissões em massa que afetem 50 ou mais pessoas no mesmo local. Ao registrar empregados como remotos — inclusive alguns que viviam próximos a escritórios e atuavam em regime híbrido — a Oracle teria evitado a aplicação da lei em estados com regras menos rígidas.
Além disso, nos casos em que a proteção da WARN Act se aplicava, a empresa teria descontado o valor correspondente ao aviso prévio do cálculo final da indenização, em vez de somar esses valores aos benefícios oferecidos.
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Comparação com outras empresas
A rigidez da Oracle foi destacada em comparação com políticas adotadas por outras empresas que realizaram cortes recentemente. A Meta ofereceu 16 semanas do salário base e mais duas semanas por ano de serviço; a Cloudflare garantiu pagamento de salários até o fim de 2026 e antecipou a liberação de ações; a Microsoft acelerou calendários de liberação de ações para funcionários mais antigos.
As demissões e as decisões sobre indenizações trouxeram críticas internas e externas, enquanto ex-funcionários buscam formas de responder às perdas sem conseguir acordo coletivo com a companhia.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6