Uma equipe científica transformou células-tronco humanas e de macacos-rhesus em precursores de espermatozoides dentro de uma estrutura tridimensional que reproduz características básicas de um testículo. O trabalho, publicado na revista Cell Stem Cell (DOI: 10.1016/j.stem.2026.06.001), pretende oferecer uma plataforma para investigar causas genéticas da infertilidade masculina.
Quem, o que e onde
Pesquisadores usaram células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) derivadas de células sanguíneas humanas e de tecido conjuntivo de macacos-rhesus. Essas iPSCs foram estimuladas para se converterem em células similares às células germinativas primordiais (PGCLCs), primeiras etapas no caminho que leva à produção de espermatozoides.
Como foi feito
Para manter o desenvolvimento dessas células, os cientistas combinaram as PGCLCs com células de suporte obtidas de testículos fetais de camundongos. Essa mistura formou uma estrutura tridimensional denominada testículo reconstituído xenogênico (xrTestis), na qual se desenvolveram túbulos seminíferos, regiões típicas da espermatogênese.
As estruturas foram transplantadas para os rins de camundongos imunodeficientes, ambiente em que permaneceram ativas por oito a nove meses, permitindo observação prolongada do processo de diferenciação celular.
Resultados e descobertas
Entre os principais achados estão a conversão de iPSCs em precursores de espermatozoides, a formação de um tecido testicular tridimensional com túbulos seminíferos e, pela primeira vez, a geração de espermatogônias de macacos a partir de células-tronco. As células derivadas de macacos apresentaram até 97% de semelhança com células germinativas naturais encontradas em primatas.
Imagem: Divulgação
O estudo também identificou proteínas importantes para a manutenção das células germinativas, citando as proteínas NANOS3 e DND1 como fatores que preservam a viabilidade das células e evitam sua conversão em outros tipos celulares. Além disso, os pesquisadores apontaram o ácido retinoico, uma forma da vitamina A, como sinal que desencadeia a maturação dessas células.
Os autores ressaltam que a técnica serve, por ora, como ferramenta experimental para aprofundar o entendimento da formação dos espermatozoides em primatas e para estudar possíveis causas genéticas da infertilidade masculina, e não como tratamento clínico disponível no momento.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6