Pesquisadores desenvolveram um composto químico sintético que imita sinais olfativos naturais e é usado para atrair estrelas-do-mar predadoras para longe de trechos sensíveis de recifes de coral. A técnica, testada em campo, aproveita o olfato das espécies invasoras para concentrá-las em pontos de coleta e reduzir a depredação de colônias coralinas.
O que é e como funciona
Segundo estudo da Australian Institute of Marine Science (AIMS), o método reproduz feromônios e outros sinais químicos que orientam o comportamento das estrelas-do-mar. Ao sintetizar as moléculas responsáveis por atrair ou agrupar esses animais, equipes de mergulho conseguem instalar armadilhas que liberam o aroma de forma controlada, direcionando as pragas para locais onde podem ser removidas com segurança.
Quem está envolvido e quais espécies são afetadas
O foco principal são as estrelas-do-mar-coroa-de-espinhos (Acanthaster planci), conhecidas por consumir grandes extensões de recifes em períodos curtos. Pesquisadores também estudaram predadores naturais como modelos de odor e mapeamento químico de compostos que atraem ou repelem organismos marinhos sensíveis a sinais químicos.
Resultados de testes e comparativos
Testes de campo mostraram que o aroma sintético pode atrair milhares de indivíduos para um único ponto de coleta em poucas horas, facilitando a atuação de biólogos e voluntários. Em comparação técnica apresentada pelos pesquisadores, a solução sintética apresentou custo baixo e eficiência estimada em 90%, contra 25% da coleta manual e 45% da injeção de vinagre.
Desenvolvimento e aplicação prática
O desenvolvimento envolveu três etapas: identificação química das moléculas que influenciam o comportamento das estrelas-do-mar, criação de um composto estável capaz de resistir a correntes e variações de profundidade, e implantação de sistemas de dispersão controlada que liberam o aroma gradualmente para proteger áreas críticas.
Imagem: Divulgação
Contexto e próximos passos
Além do controle de pragas, os pesquisadores destacam que recifes enfraquecidos pelo aquecimento global ficam mais vulneráveis a ataques massivos, tornando urgente a adoção de métodos escaláveis de manejo. Como evolução da técnica, há planos para sensores capazes de identificar surtos populacionais e drones submarinos que possam liberar os compostos automaticamente quando um desequilíbrio for detectado.
O uso do aroma sintético é apresentado pelos cientistas como uma ferramenta de manejo que permite concentrar e remover pragas sem recorrer a produtos tóxicos nem afetar significativamente outras espécies marinhas. A aplicação em larga escala mira áreas como a Grande Barreira de Corais.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6