Especialistas em segurança digital afirmam que a prática de forçar trocas de senhas em intervalos curtos — como a cada 30 dias — pode reduzir a proteção dos usuários, porque tende a gerar padrões previsíveis. Em estudo do National Cyber Security Centre (NCSC), pesquisadores apontam que a ênfase atual deve ser no comprimento e na complexidade das credenciais, e não na expiração periódica por prazo fixo.
O que diz o estudo do NCSC
Segundo o relatório do NCSC, a obrigatoriedade de renovar senhas com frequência faz com que muitas pessoas adotem variações simples da sequência anterior, como alterar apenas um dígito ou símbolo. Esses ajustes óbvios são facilmente explorados por ataques automatizados, o que pode tornar uma conta mais vulnerável do que se a senha original, bem construída, fosse mantida por mais tempo.
Por que a regra de 30 dias perdeu eficácia
Na época em que a regra de troca mensal surgiu, os recursos computacionais para ataques eram mais limitados. Atualmente, máquinas capazes de testar trilhões de combinações por segundo mudaram o cenário: o elemento determinante para a resistência de uma senha é sua entropia, isto é, o grau de aleatoriedade. Além disso, a pressão de trocar senhas frequentemente aumenta a propensão de usuários a anotar códigos em locais inseguros ou a reaproveitar bases de senhas.
Quando trocar a senha
A recomendação contemporânea é alterar a senha apenas quando houver indícios concretos de comprometimento. Exemplos citados incluem confirmação de vazamento de dados do serviço utilizado, detecção de tentativas de acesso a partir de locais geográficos suspeitos ou infecção do computador por malwares como keyloggers. Nesses casos, a troca imediata interrompe acessos indevidos e ajuda a conter danos.
Em situações de uso cotidiano sem indícios de brecha, a orientação é manter uma senha longa e forte. Em caso de vazamento confirmado, recomenda-se trocar imediatamente todas as contas afetadas. Para dispositivos compartilhados, a adoção da autenticação de dois fatores (2FA) é indicada como medida adicional.
Como criar senhas mais seguras e como gerenciá-las
Uma estratégia recomendada é usar frases-senha (passphrases) compostas por quatro ou cinco palavras aleatórias e sem conexão lógica. Por exemplo, “CadeiraAzulCeuBrilhante” oferece mais resistência a ataques automatizados do que uma senha curta com símbolos como “P@ss123”. O comprimento é crucial: cada caractere adicional aumenta exponencialmente o esforço necessário para quebrar a senha. As orientações mencionam um foco em códigos com, no mínimo, 12 a 16 caracteres.
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Para lidar com a complexidade, especialistas indicam o uso de gerenciadores de senhas que armazenam credenciais em cofres criptografados, exigindo apenas uma senha mestra forte. Complementarmente, a ativação do 2FA nas plataformas que oferecem a opção adiciona uma camada física de segurança, reduzindo o risco mesmo quando uma senha é descoberta.
Essas recomendações direcionam a proteção digital para a criação de credenciais mais longas e menos previsíveis, além de medidas de monitoramento e autenticação que ampliam a defesa contra invasões.
Com informações de Olhardigital

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6