A influenciadora e empresária Luisa Ramirez apresentou, na tarde de quarta-feira (6), estratégias práticas para estruturar prompts que mantenham a personalidade de marca ao utilizar ferramentas de IA generativa durante a nona edição do Gramado Summit. A apresentação ocorreu na arena com curadoria da AI Brasil e teve foco em transformar a inteligência artificial em extensão do criador, evitando resultados padronizados.
Quem, onde e por quê
No pavilhão do Serra Park, espaço que reúne startups, investidores e iniciativas de inovação na região, Ramirez defendeu que o maior risco atualmente não é a tecnologia em si, mas a renúncia ao pensamento crítico por parte dos profissionais. A palestra integrou a programação da arena dedicada à Inteligência Artificial, cujo mote foi “Make it Human”.
Como aplicar a IA sem perder a identidade
Ramirez detalhou um método de trabalho voltado para preservar a autenticidade do criador ao usar modelos generativos. Ela organizou a abordagem em três pilares práticos voltados a profissionais de conteúdo:
1. Autoconhecimento
Antes de delegar uma tarefa à IA, é necessário ensinar à ferramenta o próprio repertório. A recomendação foi alimentar o sistema com materiais produzidos pelo usuário — textos e áudios — e solicitar que a própria IA faça as perguntas necessárias para compreender corretamente o vocabulário e o histórico do criador.
2. Postura de analista crítico
Ramirez ressaltou que não se deve aceitar a primeira resposta fornecida pela inteligência artificial. O uso ideal da ferramenta inclui pedir que o sistema identifique erros e lacunas no material, funcionando como um revisor técnico que aponta falhas e propõe melhorias.
3. Refinar o impacto do gancho
Para otimizar o engajamento, é importante trabalhar a persuasão desde o início do conteúdo. A sugestão foi pedir que a IA aperfeiçoe o gancho e colaborе no planejamento visual, indicando movimentos, cenas e locais que atendam ao roteiro e potencializem o desempenho do material.
Imagem: Anaísa Catucci
Contexto do evento
A arena de IA do Gramado Summit reuniu 30 palestrantes para debater temas que vão da infraestrutura para negócios às novas possibilidades criativas, como o chamado “vibe coding” e a hiperpersonalização de experiências. Organizadores apontaram que o objetivo do espaço foi acelerar a adoção consciente da IA no mercado brasileiro, com a tecnologia atuando como catalisador da capacidade humana, e não como substituta.
A palestra de Luisa Ramirez trouxe orientações práticas para quem busca integrar a IA ao processo criativo sem perder traços da identidade pessoal ou da marca.
Com informações de Canaltech

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6