Nos desfiles de Carnaval, realizadas em São Paulo nos dias 13 e 14 de fevereiro no Sambódromo do Anhembi e no Rio de Janeiro em 15 e 16 de fevereiro na Sapucaí, organizadores recorrem a apólices sob medida para minimizar riscos como incêndios em carros alegóricos, falhas estruturais ou interrupções por mau tempo. Essas coberturas não são únicas, mas combinam diferentes modalidades de seguro, de acordo com a complexidade e o porte do evento.

Coberturas oferecidas

As seguradoras estruturam pacotes customizados que podem incluir:

  • Seguro de vida e acidentes pessoais;
  • Seguro de responsabilidade civil;
  • Seguro contra danos ao patrimônio e equipamentos;
  • Seguro para cancelamento ou interrupção do evento.

Quanto mais detalhado o planejamento e as medidas de prevenção adotadas, maior a aderência e a eficiência das coberturas contratadas, segundo Fábio Ursaia, vice-presidente sênior da Alper Seguros.

Seguro de danos ao patrimônio

Essa modalidade cobre perdas súbitas e acidentais em carros alegóricos, arquibancadas, equipamentos de som, iluminação e cenografia. Incêndios, quedas, colisões ou tombamentos são riscos típicos contemplados, desde que os bens estejam corretamente declarados, com valores atualizados e obedecidas as normas técnicas de montagem e operação.

Seguro de acidentes pessoais e de vida

Destinado a staff, componentes das escolas, artistas e público, esse seguro indeniza morte acidental, invalidez permanente total ou parcial e despesas médicas, odontológicas e hospitalares decorrentes de acidentes durante o evento. A cobertura não abrange óbitos por causas naturais, apenas sinistros envolvendo acidentes pessoais, ressalta Fabio Lessa, diretor comercial da Capemisa Seguradora. No Carnaval de Olinda, por exemplo, o bloco Casa de Vô fechou apólice para cerca de 3.500 pessoas, sem incluir danos materiais.

Seguro para cancelamento e imprevistos climáticos

Prevê indenização por adiamentos ou interrupções provocadas por chuvas extremas ou catástrofes não antecipadas por alertas oficiais. Como esses riscos só são cobertos mediante cláusulas específicas, é fundamental definir previamente as condições que caracterizam um sinistro válido.

Imagem: Divulgação

Seguro de responsabilidade civil

Essa cobertura protege organizadores contra danos materiais e corporais involuntários a terceiros dentro do sambódromo, abrangendo estruturas temporárias, equipamentos e até acidentes com veículos no recinto. Também contempla indenizações por danos morais, despesas médicas e hospitalares, além de custos de defesa em processos judiciais, destaca Camila Csch, da MDS Brasil.

O que não é coberto pelo seguro

Eventos previsíveis com antecedência, desgaste natural, falhas de manutenção, atos intencionais, negligência grave ou cancelamentos voluntários sem ocorrência de sinistro não geram indenização.

Com a contratação correta e medidas preventivas, o seguro atua como garantia financeira para que a folia siga sem maiores prejuízos.

Com informações de Infomoney