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Muitos tutores percebem comportamentos ansiosos no cão antes mesmo de saírem de casa. Especialistas em adestramento e estudos como o do American Kennel Club (AKC) indicam que o caminho para reduzir o estresse de separação passa por dessensibilização a sinais que antecedem a partida, como o som das chaves ou o ato de calçar sapatos. Com repetições controladas e paciência, é possível tornar as despedidas eventos neutros para o animal.

O que fazer antes de sair

O treino de dessensibilização consiste em expor o cão aos rituais de saída sem efetivar a partida. Por exemplo, o tutor pega chaves e sapatos e circula pela casa sem atravessar a porta; em outra ocasião, abre e fecha a porta sem sair. A prática repetida ensina que esses sinais não implicam abandono imediato, o que tende a reduzir a antecipação negativa do animal.

Como graduar as saídas

Especialistas recomendam saídas curtas inicialmente, com duração de cerca de cinco minutos, e aumento gradual do tempo fora. Esse procedimento cria tolerância progressiva à ausência e ajuda o pet a manter estados de relaxamento por períodos maiores.

Principais sinais de ansiedade de separação

Observar o comportamento do cão quando está sozinho é essencial para identificar problemas antes que se agravem. Comportamentos que podem indicar ansiedade incluem:

  • Latidos, uivos ou choros persistentes logo após a saída do tutor;
  • Destruição de objetos, móveis ou batentes que tenham cheiro do dono;
  • Eliminação inadequada (urina e fezes) em locais fora do habitual;
  • Salivação excessiva, lambedura intensa das patas e respiração ofegante.

Muitos tutores interpretam atitudes destrutivas como “vingança”, mas profissionais alertam que frequentemente são sinais de sofrimento.

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Enriquecimento ambiental para reduzir o estresse

Manter a mente do animal ocupada enquanto ele está sozinho é uma estratégia eficaz. Entre as técnicas mais recomendadas estão brinquedos recheáveis que prolongam a distração, música ambiente para abafar ruídos externos e esconder petiscos pela casa para estimular o faro e a busca por alimento. Essas ações ajudam a gastar energia mental e diminuir a frustração causada pela ausência do tutor.

Quando buscar ajuda profissional

Nos casos em que as medidas práticas não surtem efeito, é indicada a intervenção de um adestrador especializado ou de um veterinário comportamentalista. Se o animal se coloca em risco físico, tenta fugir de forma desesperada ou deixa de se alimentar na ausência do dono, o acompanhamento técnico torna-se necessário. O tratamento pode variar de abordagens comportamentais a terapias e, em algumas situações, medicação específica para auxiliar no processo de adaptação.

O objetivo das práticas descritas é que a saída do tutor deixe de ser um evento carregado de emoção para o cão, transformando-se em algo rotineiro e sem pânico.

Com informações de Olhardigital