Wall Street abre em baixa após Irã romper comunicação com EUA; Nvidia salva parte do pregão

Mercado reage a escalada no Oriente Médio mesmo com avanços na tecnologia

As bolsas de Nova York começaram o pregão desta segunda-feira, 1º de junho, pressionadas por uma nova onda de incerteza geopolítica. Às 10h32 (Brasília UTC-3), o ambiente era de menor apetite por risco.

Os principais índices apontavam para baixo: o Dow Jones recuava 0,28%, o S&P 500 registrava perda de 0,09% e o Nasdaq seguia praticamente estável, oscilando em torno da linha de fechamento anterior.

Motivo do nervosismo

Investidores digeriam a decisão do Irã de interromper canais de comunicação com os Estados Unidos após ataques israelenses no Líbano e em Gaza. Teerã classificou as ações como quebra do cessar-fogo, elevando o temor de um conflito mais amplo.

O resultado imediado foi uma maior aversão a ativos considerados de risco, com fluxos se deslocando para setores mais defensivos e reduzindo a velocidade de compras em papéis cíclicos.

Destaques do pregão: tecnologia e movimentos pontuais

Apesar do cenário tenso, notícias corporativas deram pontos positivos a algumas ações. A Nvidia avançou 4,08% ao divulgar planos para um novo superchip de IA dirigido a PCs, em parcerias com Microsoft e Dell — movimentos que mantiveram parte do setor de tecnologia no azul.

Microsoft subiu 3,24% e Dell teve alta expressiva de 5,65%, refletindo expectativas sobre a demanda por hardware otimizado para inteligência artificial. Em contrapartida, a AMD perdeu 2,91% no mesmo horizonte.

Imagem: Divulgação

No front do consumo, a construtora Taylor Morrison saltou 22,41% depois de anunciar acordo de aquisição com a Berkshire Hathaway, pressão que se espalhou pelo segmento e contribuiu para parte do recuo dos índices.

O que acompanhar nas próximas horas

Operadores monitoram volatilidade ligada a desdobramentos diplomáticos e eventuais repercussões nos preços do petróleo e nos indicadores de risco global.

Com o dia ainda em curso, as reações a novos comunicados oficiais e a continuidade das divulgações corporativas devem definir a direção dos mercados até o fechamento.