Enquanto o resto do planeta vive 2026, o Nepal já celebra 2083
Um calendário próprio, um fuso único e sinais por toda parte — o tempo ali tem outro ritmo
Em abril de 2026, o Nepal iniciou oficialmente o ano 2083 pelo calendário Bikram Sambat. A mudança passou despercebida para quem olha apenas pelo calendário gregoriano, mas é visível nas ruas, nos cartórios e nas cerimônias públicas. O país mantém também um fuso horário singular: UTC+5:45 — quinze minutos à frente da Índia — e essa diferença aparece em bilhetes de viagem, agendas e na rotina fronteiriça. Às 5h45 (Brasília UTC-3), por exemplo, quem acompanha o dia a partir do Brasil encontra um país operando em outro compasso temporal e cultural.
Tradição, prática e astronomia: por que duas datas coexistem
Bikram Sambat não é apenas um número a mais no calendário. É um sistema que dita feriados, cerimônias religiosas e até prazos administrativos, convivendo lado a lado com o calendário gregoriano em documentos internacionais. Essa dupla leitura do tempo exige cuidado de visitantes e empresas, e alimenta debates entre astrônomos e autoridades sobre a melhor forma de marcar o início de cada ano. Para os nepalenses, a adoção simultânea de sistemas reflete identidade — e uma maneira concreta de preservar ritmos locais enquanto navegam no mundo global.
Imagem: Ap

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6