Trine 6 e mais: todos os jogos do Day of the Devs na Summer Game Fest — 10/09/2026
Transmissão: Band | Record — a vitrine indie que roubou a cena
Logo depois do show principal da Summer Game Fest, o Day of the Devs voltou com uma sequência de anúncios que misturou criatividade e ousadia. A maratona focada em estúdios independentes trouxe desde propostas cooperativas monumentais até experiências íntimas e artísticas.
33 Immortals — batalha cooperativa em escala épica
O novo projeto da Thunder Lotus aposta em confrontos massivos: 33 jogadores em uma mesma sessão, progressão persistente e chefes com estética marcada por símbolos religiosos. A proposta mistura estratégia de equipe com ação roguelike.
Disponível para PC e consoles, a experiência promete partidas caóticas onde coordenação e evolução permanente definem a vitória.
Apple Crumble — mistério familiar com humor ácido
Happy Broccoli Games apresentou uma aventura narrativa que começa numa festa de aniversário e se transforma em um mistério afiado. Investigações, diálogos carregados de ironia e pistas espalhadas pela casa constroem o tom do jogo.
O título traz referências a thrillers de sala fechada e aposta em personagens e reviravoltas para sustentar a curiosidade do jogador.
Blood Dungeon — ação vertical e caos controlado
Do estúdio por trás de Nidhogg, vem um action 2D que junta plataformas, física dinâmica e sobrevivência. As arenas verticais exigem reflexos rápidos e exploração em múltiplos planos.
Com um arsenal extenso e inimigos implacáveis, o jogo foca em ritmo acelerado e combate tenso.
Bub — memórias transformadas em arte interativa
Bub se revelou como um projeto profundamente pessoal: o jogador percorre lembranças de um artista em níveis que se alternam entre colagem, pintura e stop-motion. A estética é parte do conteúdo narrativo.
O tom é contemplativo e emocional, construído a partir de memórias e processos criativos dos desenvolvedores.
DREADMOOR — pesca sombria em um mundo inundado
Uma fusão improvável entre mecânicas de pesca e elementos de survival horror. O cenário submerso guarda criaturas mutantes que tornam cada expedição perigosa.
Jogadores terão que melhorar embarcações, criar ferramentas e encarar ameaças tanto na água quanto em terra firme.
Into the Fire — resgate em meio ao colapso
Uma experiência de sobrevivência centrada em operações de resgate enquanto um ambiente natural se desfaz. Lava, tremores e incêndios moldam um mapa que muda constantemente.
O foco está na tensão dos momentos decisivos e nas escolhas que definem quem sobrevive.
Into the Unwell — desenho antigo, caos moderno
Visual inspirado nas animações “rubber hose” dos anos 1930 combinado com combate cooperativo e elementos roguelite. O resultado é uma aventura surreal e recheada de humor absurdo.
Modo solo ou coop para até três jogadores, com jogabilidade que alterna entre precisão e improviso.
Ithaca — estrada, dilemas e ativismo
Um RPG narrativo centrado em decisões e consequências, com protagonista envolvida em causas ambientais. A trama mistura viagem, tensão moral e personagens complexos.
O tom político e pessoal é explorado por meio de diálogos e escolhas que afetam o desenrolar da história.
Lazy River — parque aquático espacial em colapso
Um FPS cooperativo que transforma um parque aquático espacial em cenário de sobrevivência. Um acidente biológico gera hordas que forçam os jogadores a improvisar defesas e uma base móvel sobre água.
Combate, construção e navegação se combinam em uma proposta que privilegia a cooperação.
Mr. Records — loja de discos que vira portal musical
Neste curioso híbrido, um vendedor de discos viaja para mundos inspirados pelas músicas que toca. Cada trilha cria uma realidade própria com mecânicas únicas.
A combinação de narrativa, exploração e elementos rítmicos constrói um ciclo criativo entre loja e aventura.
N Plus Infinity Times Two — o clássico que vira festa multiplayer
A franquia N renasce com enfoque no multiplayer, oferecendo modos competitivos e cooperativos que desafiam reflexos e criatividade dos jogadores.
O espírito do original permanece, agora ampliado para confrontos entre pessoas em vez de desafios solo.
Imagem: Divulgação
Prove You’re Human — ficção sobre identidade e corpo
Uma narrativa de ficção científica que coloca o jogador diante de uma entidade que crê ser humana. Interações diárias e conversas profundas exploram obsessões, limites e o desejo por um corpo.
O jogo aposta no diálogo e na construção gradual de mistério para envolver o público.
Screenbound — mundo 3D e 2D em simultâneo
Uma ideia de design que exige controle de duas perspectivas ao mesmo tempo: um ambiente 3D e uma aventura portátil em 2D. A tensão vem da necessidade de equilibrar ambos para avançar.
A proposta joga com coordenação cognitiva e espaço, criando desafios que exploram duas linguagens visuais em paralelo.
Shot One Fighters — luta com progressão roguelite
Um híbrido entre jogos de luta e roguelites, onde movimentos aprendidos e artefatos coletados moldam o estilo de cada sessão. O jogo incentiva experimentação e construção de combos pessoais.
O objetivo é renovar a experiência de luta a cada rodada, com escolhas de progressão impactando diretamente o combate.
Slap Out of It! — tapas como mecânica central
Uma aventura de quebra-cabeças onde praticamente todas as interações são detonadas por um simples tapa. Humor físico e resolução criativa se mesclam em ambientes que reagem ao toque.
O design brinca com expectativas de point-and-click enquanto reinventa ações básicas como dispositivo de jogo.
Super Yooka-Laylee Kart — kart técnico para competir sério
Spin-off voltado para corridas mais técnicas, com opções de personalização e modos que favorecem jogadores que buscam profundidade competitiva.
Além de modos solo, a ênfase em corridas online e ajustes finos quer atrair públicos que preferem desafios de habilidade.
Tenebris Somnia — pixel art encontra cinema
Visual retrô combinado com sequências em live-action produzidas por equipes de cinema. O jogo mistura survival horror clássico com narrativa fílmica e momentos de tensão cinematográfica.
Exploração, gestão de recursos e quebra-cabeças compõem a experiência, que valoriza atmosfera e sustos bem programados.
Threads of Time — JRPG com espírito retrô
Um RPG por turnos que reverencia grandes clássicos, convidando o jogador a viajar no tempo para recrutar aliados e alterar eventos. A mecânica une nostalgia e construção contemporânea de personagem.
A atenção à era e ao design clássico busca oferecer uma experiência familiar, porém com sistemas modernos.
Trine 6: Together in Time — a fórmula cooperativa ampliada
A série Trine retorna com novo capítulo que expande o jogo em equipe, adicionando novas faces ao grupo de heróis. A mistura de plataforma, física e resolução de enigmas segue como base central.
O foco permanece na cooperação local e online, com design pensado para partidas entre amigos.
When Sirens Fall Silent — thriller psicológico com tom europeu
Um thriller ambientado na Itália dos anos 1990 que mistura investigação, escolhas morais e atmosfera opressiva. A história segue uma policial que enfrenta casos que revelam camadas de violência e segredos.
O jogo aposta em narrativa densa e tensão psicológica mais do que em sustos fáceis.
Fechamento
O Day of the Devs deixou claro que o universo indie segue fértil e imprevisível: há propostas para públicos variados, do cooperativo frenético ao jogo reflexivo e artístico. A transmissão pelas redes da Band e da Record colocou essas propostas diante de um público amplo, ampliando o alcance de projetos que, muitas vezes, renovam a linguagem dos games.
Seja por mecânicas arriscadas ou por narrativas pessoais, o evento provou que inovação e coragem continuam sendo a moeda mais valiosa dos estúdios independentes.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6