A habilidade de Lionel Messi ajudou a Argentina a chegar à semifinal da Copa do Mundo de 2026, quando enfrentará a Inglaterra na quarta-feira (15), em Atlanta. Paralelamente, surgiram nas redes sociais diversas teorias de conspiração que afirmam que a seleção argentina recebeu benefícios dentro e fora de campo.

TRANSMISSÃO: Band | ESPN | YouTube

Vídeos e montagens geradas por inteligência artificial viralizaram nas plataformas digitais, alimentando narrativas conspiratórias. Entre as criações estão imagens de Messi e do presidente da Fifa, Gianni Infantino, em uma cena inspirada no filme Titanic, além de montagens com o rosto de Infantino sobreposto ao Sol de Maio da bandeira argentina.

Messi escapa do cartão vermelho

No duelo da fase de grupos contra a Argélia, Messi entrou de sola na panturrilha do capitão argelino Aissa Mandi aos 30 minutos, quando a Argentina vencia por 1 a 0. O árbitro polonês Szymon Marciniak assinalou falta para a Argélia, mas não aplicou punição disciplinar adicional, e Messi anotou um hat-trick na partida.

Comentaristas repercutiram o lance como passível de cartão vermelho. Nedum Onuoha, comentarista da ESPN e ex-zagueiro do Manchester City, declarou: “Na minha opinião, era para cartão vermelho”. O ex-árbitro alemão Patrick Ittrich também afirmou que, segundo a literalidade das regras, seria expulsão. A Federação Argelina de Futebol registrou queixa formal junto à Fifa sobre o episódio.

Reclamação do Egito

Nas oitavas de final, a Argentina virou e venceu o Egito por 3 a 2 após estar perdendo por 2 a 0 pouco mais de dez minutos antes do fim. Jogadores e comissão técnica egípcios questionaram várias decisões do árbitro francês François Letexier, que, segundo eles, favoreceram a Argentina em momentos determinantes.

O lance mais controverso foi a anulação de um gol do Egito após intervenção do VAR por uma falta de Lisandro Martínez na jogada que originou o tento de Mostafa Ziko. O ex-árbitro inglês Mark Clattenburg afirmou que o VAR teria ido além do seu papel ao buscar detalhadamente um erro para anular o gol. O técnico egípcio Hossam Hassan sugeriu pressão sobre a arbitragem para manter os campeões mundiais no torneio. Pierluigi Collina, chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, negou as acusações, classificando-as como “infundadas”.

Imagem: CHARLY TRIBALLEAU / AFP

Decisão crucial do VAR

Nas quartas de final contra a Suíça, em Kansas City, o VAR foi determinante no triunfo argentino por 3 a 1, na prorrogação. Aos 25 minutos do segundo tempo, o árbitro português João Pinheiro mostrou cartão amarelo a Leandro Paredes por falta sobre Breel Embolo. A partir da regra sobre erro de identidade, o VAR apontou que Embolo simulou a infração, e a decisão foi revertida, resultando na expulsão do suíço — que já tinha um amarelo — o que deixou a Suíça com dez jogadores e freou a reação do time. O técnico Murat Yakin classificou a aplicação da regra como “completamente inaceitável”, mas analistas defenderam que a punição à simulação foi correta. A colunista Nancy Armour, no USA Today, ressaltou que argumentos sobre manipulação exigiriam provas mais contundentes.

Sorteio favorável?

Criticam também o caminho percorrido pela Argentina até a semifinal, apontando o ranking dos adversários como indício de favorecimento da Fifa. Antes do confronto com a Inglaterra, a Argentina não enfrentou nenhuma seleção posicionada acima da 19ª colocação no ranking da entidade. No grupo, tiveram Argélia, Jordânia e Áustria; nas fases eliminatórias, Cabo Verde, Egito e Suíça. Enquanto isso, a Inglaterra ainda não duela com equipes do top 10; a França encarou o Marrocos, 7º, e a Espanha eliminou Portugal (5º) e Bélgica (9ª) para chegar às semifinais.

Por AFP

Com informações de Gazetaesportiva