Interações regulares com cães, especialmente por meio de brincadeiras e treinamento, podem reduzir marcadores biológicos ligados ao envelhecimento e ao estresse, segundo estudo citado pela imprensa. A convivência estruturada com caninos teria efeito protetor sobre o material genético humano e sobre respostas hormonais associadas ao estresse.

Como o contato com cães afeta o envelhecimento celular?

Um estudo publicado na MDPI indica que a interação com cães pode diminuir sinais de desgaste celular. De acordo com a pesquisa, a presença e o treinamento de animais de estimação estariam associados à redução dos danos oxidativos ao DNA e à preservação de estruturas como os telômeros — as extremidades dos cromossomos que se encurtam com o estresse crônico.

O trabalho relata que tutores envolvidos no treinamento de cães, sobretudo quando o animal é preparado para ajudar terceiros, tendem a experimentar um senso de propósito que influencia positivamente o sistema endócrino. Esse estado de relaxamento facilitaria processos de manutenção e reparo celular, contribuindo para uma maior estabilidade genética ao longo do tempo.

Por que o treinamento reduz o estresse?

O ato de ensinar comandos e atividades a um cão exige concentração e paciência, elemento descrito pelos autores como uma espécie de “meditação ativa” que afasta a atenção de fatores estressores externos. Durante o vínculo criado no treinamento, há liberação de oxitocina, hormônio associado ao bem-estar, e queda nos níveis de cortisol, o que estabiliza ansiedade e frequência cardíaca.

Além disso, a interação com cães estaria ligada ao aumento da produção de neurotransmissores como serotonina e dopamina, redução da pressão arterial em situações tensas, incentivo à prática regular de exercícios leves e combate ao isolamento social e à depressão.

Impactos sobre o DNA e implicações sociais

Segundo os autores citados, o convívio com cães parece retardar o encurtamento dos telômeros causado pelo estresse crônico, o que ajuda a manter parâmetros celulares associados à juventude biológica e a reduzir riscos de doenças degenerativas. A ativação do sistema nervoso parassimpático durante interações positivas com caninos favoreceria processos internos de reparo, beneficiando mitocôndrias e estabilidade genética.

Imagem: Divulgação

No plano social, o treinamento de cães de assistência amplia benefícios além do indivíduo: tutores que preparam animais para ajudar pessoas com deficiência relatam aumento de senso de utilidade, resiliência e satisfação com a própria vida, segundo a matéria.

A pesquisa e as observações divulgadas reforçam a ideia de que investir tempo em atividades com cães pode ter efeitos benéficos tanto para a saúde mental quanto para marcadores biológicos relacionados ao envelhecimento.

Com informações de Olhardigital