O Departamento de Defesa dos Estados Unidos atualizou em 8 de junho de 2026 a relação de empresas consideradas, segundo o órgão, vinculadas ao complexo militar chinês, elevando o total para 188 companhias. A nova versão passou a incluir nomes de destaque nos setores de tecnologia, comércio eletrônico e veículos elétricos, como Baidu, BYD e Alibaba.

Quem e o que mudou

Além dos três gigantes citados, a lista incorporou fabricantes de robôs como Unitree e Robosense Technology; empresas de semicondutores CXMT e YMTC; a companhia de biotecnologia WuXi AppTec; e a produtora de equipamentos de telecomunicações Baicells. O documento que contém as entidades identificadas foi divulgado pelo Pentágono e faz referência à Seção 1260H da legislação pertinente.

Quando e quais restrições passam a valer

De acordo com o texto oficial, a partir do final de junho de 2026 o Departamento de Defesa não poderá contratar diretamente com as empresas listadas. A partir de 2027, a proibição será ampliada, impedindo também que o órgão adquira produtos e serviços dessas companhias por meio de terceiros. Embora a inclusão não imponha sanções formais, o governo americano afirma que a medida pode afetar negócios e sinalizar aos fornecedores do setor público riscos comerciais relacionados a essas empresas.

Reações das empresas

As companhias incluídas reagiram publicamente à decisão. A BYD declarou que a inclusão carece de fundamento factual. O Alibaba afirmou não haver base para ser classificada como empresa militar chinesa e anunciou intenção de adotar medidas legais. A WuXi AppTec qualificou a decisão como equivocada e informou que tomará providências para revertê-la. A Baidu rejeitou categoricamente a designação, classificando as alegações como totalmente infundadas e afirmando que irá utilizar todos os recursos disponíveis para ser removida da lista.

Posição chinesa e contexto diplomático

Em nota citada pela Reuters, a Embaixada da China em Washington criticou a criação de “listas discriminatórias para perseguir empresas chinesas”, afirmando que as companhias cumprem leis e regulamentos locais e solicitando que os EUA cessem a prática e promovam um ambiente justo para empresas chinesas. A atualização da lista foi anunciada menos de um mês após o encontro entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping em Pequim, encontro que, segundo relatos, teve trocas de elogios, mas também impasses em temas sensíveis como a questão de Taiwan.

EUA atualizam lista e incluem Alibaba, Baidu e BYD entre empresas ligadas ao setor militar chinês

Imagem: Divulgação

Especialistas e agentes econômicos do setor já apontam que, mesmo sem sanções formais, a inclusão pode resultar em efeitos práticos nos relacionamentos comerciais e nas cadeias de fornecimento envolvendo órgãos do governo dos Estados Unidos.

Com informações de Olhardigital