Lead: Nos últimos anos, criadores de conteúdo passaram a migrar com frequência para a indústria musical, transformando audiência em carreira. A tendência inclui casos internacionais e nacionais, mas especialistas e artistas apontam que ter muitos seguidores não garante automaticamente sucesso como músico.
Transmissão: Band | YouTube
Quem e o que: Exemplos de migração do universo digital para a música incluem o japonês Joji, a americana Addison Rae e, no Brasil, Whindersson Nunes e LVCAS (conhecido nas redes como Lucas Inutilismo). Esses nomes mostram tanto transições bem-sucedidas quanto os obstáculos enfrentados por criadores que buscam consolidar carreira musical.
Quando e onde: A movimentação se intensificou nos últimos anos. Joji ganhou notoriedade no YouTube com a persona “Filthy Frank” antes de abandonar o personagem e apostar em um repertório melancólico e ligado ao R&B alternativo, o que rendeu milhões de reproduções. Addison Rae alcançou fama no TikTok em 2019 e, desde então, diversificou a carreira incluindo atuação e música, com singles como “Fame is a Gun” e “Diet Pepsi” e participações em festivais como Coachella e Lollapalooza.
Casos no Brasil: Whindersson Nunes, que construiu grande audiência no YouTube brasileiro, também lançou projetos musicais. Uma de suas faixas de maior destaque é “Girassol”, em parceria com PRISCILLA (ex-Priscilla Alcântara), que acumula 147 milhões de streams no Spotify e 26 milhões de visualizações no YouTube.
Processo e declarações: Outro exemplo nacional é LVCAS, que já atuava como músico desde criança e ganhou visibilidade inicialmente por uma persona cômica nas redes. Em entrevistas, ele ressalta que a música precedeu sua carreira como criador de conteúdo e que a transição foi mais uma mudança de linguagem do que uma nova rota profissional. LVCAS também destaca que encarar a música apenas como extensão de conteúdo é equivocado, pois o formato exige projeto, estética, coerência e repetição ao longo do tempo, além de paciência e resiliência para lidar com frustrações.
Imagem: Divulgação
Como e por que é desafiador: Profissionais ouvidos apontam que, embora a visibilidade nas redes abra portas, converter seguidores em ouvintes leais envolve trabalho consistente. Lançar uma faixa isolada não basta; é necessário construir narrativa, estética e projeto contínuo para alcançar relevância e permanência no mercado fonográfico. Em um cenário onde qualquer pessoa pode lançar música, manter-se relevante se tornou um dos maiores desafios para quem vem das plataformas digitais.
O movimento de criadores para a música segue em expansão, mas especialistas e artistas enfatizam que o sucesso exige mais do que números em redes sociais: demanda estratégia, consistência e tempo.
Com informações de Portalpopline

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6