O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou neste domingo a pressão sobre o Irã ao emitir um novo ultimato: ameaçou bombardear a infraestrutura energética crítica iraniana caso o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás comercializados no mundo — não volte a ser livremente navegável.
Em publicações nas redes sociais, Trump afirmou que “Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo junto, no Irã” e cobrou a reabertura imediata do estreito, complementando a mensagem com uma referência a um horário específico: “Terça-feira, 20h, horário da Costa Leste!”. Em outro trecho, usou linguagem contundente para exigir a liberação da passagem marítima.
Especialistas em direito humanitário alertam que ataques deliberados a infraestrutura civil essencial, como usinas de energia, podem configurar violação do direito internacional humanitário e, em muitos casos, ser qualificados como crimes de guerra. A ameaça de Trump refere-se a instalações das quais dependem escolas, hospitais, residências e serviços básicos para dezenas de milhões de pessoas no Irã.
Linha do tempo dos prazos e declarações
21 de março
Trump publicou que, se o Irã não “ABRISSE TOTALMENTE” o Estreito em 48 horas, os EUA iriam “obliterar suas várias USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS!”. Em resposta, Ali Mousavi, representante do Irã na Organização Marítima Internacional, afirmou que o estreito estava “aberto a todos”, exceto aos inimigos do país. Autoridades iranianas advertiram que ataques à infraestrutura seriam considerados ataque ao povo e prometeram retaliação.
23 de março
Dois dias depois, Trump disse que houve conversas “produtivas” com o Irã e informou ter ordenado ao Pentágono um adiamento de cinco dias em possíveis ataques a usinas e instalações energéticas iranianas. O governo de Teerã, no entanto, negou publicamente a existência de negociações.
26 de março
Com as bolsas de Nova York em queda, Trump estendeu o prazo para reabertura do estreito, estabelecendo novo limite até 6 de abril, às 20h (horário da Costa Leste), e alegou estar “pausando o período de destruição de Usinas de Energia” a pedido iraniano.
30 de março
O presidente afirmou haver “grande progresso” em negociações para encerrar a guerra, mas voltou a ameaçar: caso o Estreito de Ormuz não fosse reaberto “imediatamente”, disse que os EUA destruiriam todas as usinas de energia, poços de petróleo e a Ilha de Kharg — principal ponto de exportação — e possivelmente as plantas de dessalinização do país.
Imagem: Divulgação
1º de abril
Trump afirmou que o Irã teria solicitado um cessar‑fogo, declaração que o porta‑voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano considerou “falsa e sem fundamento”, segundo a televisão estatal IRIB. Nas redes sociais, o presidente disse que os EUA só discutiriam um cessar‑fogo com o estreito “aberto, livre e desimpedido”.
4 de abril
Dois dias antes do prazo final então estabelecido, Trump escreveu que “o tempo está se esgotando — 48 horas antes de todo o inferno cair sobre eles”, após dias de mensagens contraditórias em que ora cobrava mais engajamento de aliados, ora sugeria que a passagem poderia se reabrir de forma “natural”.
As manifestações do presidente continuam a alimentar tensão sobre uma rota estratégica para o comércio global de energia, enquanto Teerã mantém respostas públicas de negação de negociações formais e promete retaliação caso sofra ataques à sua infraestrutura civil.
Com informações de Infomoney

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6