O rapper Danzo lançou em 2025 seu novo álbum, intitulado DOISMILEVINTEHOJE, pelo selo Labbel Records (da Boogie Naipe). O projeto, que sucede os singles “SP” e “Princípios”, evidencia a busca do artista por inovação e reflete sua maturidade musical ao integrar referências globais ao trap nacional.

Experimentação como eixo central

Com direção criativa de Caio Reis, DOISMILEVINTEHOJE propõe quebrar fórmulas convencionais do gênero. Danzo incorpora influências de matrizes africanas e até do rap marroquino na faixa “Monopólio”, desenvolvida em parceria com Yuri Redicopa. Segundo o artista, “Eu quero abrir mais a mente das pessoas pra ver que tem muito mais coisa pra se explorar. A gente pode buscar referências em vários lugares e trazer isso para o Brasil”.

Participações femininas e pluralidade

O álbum valoriza vozes femininas que ganham destaque na cena contemporânea. Estão presentes as rappers NandaTsunami — apontada como revelação de 2025 — e MC Luanna. As colaborações reforçam a diversidade de narrativas e ampliam o alcance do disco dentro do universo urbano.

Divisão temática e sequência de faixas

A obra é estruturada em duas partes. Na primeira metade, predominam faixas mais introspectivas, tratando de autoconfiança e autopercepção. Entre elas estão:

  • Segredos e Problemas & Limite: abrem espaço para a nova estética do rapper.
  • SP: retrata a vivência de Danzo em São Paulo, com clipe gravado na Arena Corinthians e participação de Mano Brown.
  • Princípios (ft. NandaTsunami): tem atmosfera romântica, filmada em Betacam para resgatar a estética das décadas de 1980 e 1990.

Na segunda parte, a proposta é mais rítmica e provocativa:

Imagem: Divulgação

  • DOISMILEVINTEHOJE: faixa-título que sintetiza temas de superação e presença.
  • Monopólio (ft. Yuri Redicopa): destaca as influências do rap marroquino e amplia o vocabulário sonoro do disco.
  • Reflexo: encerra o álbum de forma reflexiva, conectando sonhos, família e prioridades.

O álbum conta com 11 faixas inéditas e reforça a capacidade de Danzo em tensionar limites e reposicionar a música urbana brasileira em um cenário global. A direção executiva ficou sob responsabilidade de Kaire Jorge, a produção executiva foi assinada por Carol Castro e Rasna Cantizano, e a realização coube à Provoke Art & Labbel Records.

Com informações de Jornaldorap