Imagens de satélite identificam grandes estruturas de pedra ligadas a povos nômades pastorais
Arqueólogos identificaram 260 monumentos funerários no deserto de Atbai, região do Sudão situada entre o rio Nilo e o Mar Vermelho, a partir de imagens de satélite e ferramentas como o Google Earth. As construções, em formatos circulares e ovais, foram associadas a antigos grupos nômades que viviam do pastoreio e parecem datar de mais de 5.000 anos.
As estruturas de pedra variam em tamanho, com alguns túmulos atingindo até 82 metros. Em torno desses monumentos, pesquisadores observaram indícios de leitos de rios secos e a presença de ossos de animais. Em alguns casos, as escavações e análises preliminares apontaram para sepulturas coletivas contendo ossos humanos e de animais, evidência que sugere algum nível de organização social entre essas comunidades pastorais.
O uso de imagens de satélite permitiu mapear a distribuição das construções em áreas que até então pareciam inóspitas ou vazias. A visibilidade aérea facilitou a identificação de padrões no terreno e o reconhecimento das formas circulares e ovais que caracterizam os monumentos funerários.
Pesquisadores envolvidos na investigação destacam que essas evidências levantam questões sobre a dinâmica social e econômica desses grupos nômades. Uma das linhas de pesquisa busca compreender como o gado, principal recurso dessas populações, pode ter sido convertido em influência ou poder social dentro dessas comunidades.
Os dados obtidos a partir das imagens estão servindo de base para futuras pesquisas de campo, que deverão investigar a cronologia precisa das construções, as práticas funerárias associadas e a composição das sepulturas coletivas. Escavações e análises laboratoriais serão necessárias para confirmar a antiguidade das estruturas, a identificação das espécies animais presentes entre os restos ósseos e o contexto cultural desses vestígios.
Imagem: Divulgação
A descoberta aumenta o conhecimento sobre sociedades pastorais antigas na região do Atbai e revela como recursos modernos de sensoriamento remoto podem transformar zonas consideradas vazias em áreas de grande interesse arqueológico.
Com informações de Clickpetroleoegas

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6