Taylor Swift sai de mãos vazias no AMA 2026 — Vegas vira palco de zebras

BTS domina a cerimônia e uma série de favoritos deixa a premiação sem troféus

Na noite de segunda-feira, o MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, reservou uma sequência de reviravoltas. Taylor Swift chegou como a artista mais indicada — com oito nomeações — e deixou a cerimônia sem um único troféu, um resultado que chocou parte do público diante de seu histórico: Swift é a maior vencedora da história do AMA, com 40 estatuetas na carreira.

Mas a ausência da estrela não foi o único choque. A festa acabou concentrando vitórias inesperadas e divisões entre grupos e nomes em ascensão, mudando a leitura imediata do que se costuma prever em premiações desse porte.

Noite de surpresas: vencedores, zebras e empates

O grande nome da noite foi o BTS, que conquistou Artista do Ano e levou também Canção do Verão com “Hooligan” — faixa que abriu a transmissão com performance ao vivo. Em um movimento incomum para cerimônias recentes, três dos artistas mais premiados da noite eram coletivos, sinalizando uma guinada no gosto do público e dos votantes.

Entre os artistas que saíram com três troféus cada estão KATSEYE, HUNTR/X, Bruno Mars, Cardi B, Sombr e Sabrina Carpenter — um empate que reforçou o caráter fragmentado da premiação.

Outra grande surpresa foi a Artista Revelação: KATSEYE superou nomes apontados como favoritos, incluindo Olivia Dean. Dean, que havia sido coroada no Grammy meses antes e chegou a somar sete indicações em Las Vegas, também saiu sem conquistas na noite.

Figuras já estabelecidas como Alex Warren e Lady Gaga, que tinham seis indicações, também terminaram a cerimônia sem troféus, enquanto Sombr faturou Melhor Álbum de Rock/Alternativo com “I Barely Know Her” — álbum que alcançou o top 10 da Billboard — além de Melhor Canção de Rock/Alternativo por “back to friends”.

Imagem: Ficou sem prêmios

Na categoria Turnê do Ano, a surpresa foi Shakira, que venceu concorrentes de peso como Beyoncé, Kendrick Lamar, SZA, Lady Gaga e Oasis. A sul-africana Tyla conquistou Canção Social do Ano com “CHANEL”, superando nomes populares nas redes sociais.





No country, Morgan Wallen repetiu a conquista de Melhor Artista Masculino, mas viu o prêmio de Melhor Álbum escapar novamente — desta vez para “Cloud 9”, de Megan Moroney. Wallen segue como fenômeno comercial do gênero, mas ainda sem vitórias em algumas das categorias principais do country.

Las Vegas terminou a 52ª edição do American Music Awards com um mapa de vencedores que contradisse várias previsões. A mistura de grupos, apostas novas e veteranos sem troféus promete manter o debate aberto nas redes — e transformar a edição 2026 em referência para quem acompanha tendências e surpresas da música pop.