05/06/2026, 14h08 (Brasília UTC-3) — X-59 da NASA supera a velocidade do som pela primeira vez
Um marco em 81 minutos: velocidade, altura e silêncio redesenhado
O X-59, avião experimental da missão Quesst, rompeu a barreira do som em um voo de testes na Base Aérea de Edwards. A decolagem e os minutos seguintes selaram o primeiro registro real da aeronave em regime supersônico — um salto técnico e simbólico para projetos que buscam tornar voos acima de Mach 1 menos perturbadores para quem está em solo.
O teste de 81 minutos teve pico de velocidade em 713 mph (1.147 km/h) e alcançou 43.400 pés (13.228 metros), marca que corresponde a Mach 1,077 — cerca de 1,1 vez a velocidade do som. No comando estava o piloto de prova Jim “Clue” Less, que conduziu a aeronave de nariz alongado durante toda a missão.
O que muda: próximos passos, dados e impacto para voos comerciais
Esse primeiro sucesso abre a etapa que realmente define o programa: avaliações em condições operacionais mais severas. A NASA já programou voos a cerca de Mach 1,4 e altitudes próximas de 55.000 pés (16.764 metros), objetivos que devem ser cumpridos nos próximos dias como parte do cronograma de ensaios.
O foco central do Quesst é outro: entender como as pessoas percebem o som gerado pela aeronave. Em vez do estrondo clássico, o X-59 foi projetado para produzir um “thump” mais suave. Nas próximas fases, a aeronave sobrevoará comunidades dos EUA para coletar relatos reais e comparar impressões com medições científicas.
Os dados serão compartilhados com órgãos reguladores dentro e fora dos Estados Unidos, com o objetivo de embasar normas de ruído baseadas em evidências. Isso é crucial porque, desde 1973, voos supersônicos sobre terra foram fortemente restringidos pela FAA por causa dos impactos dos estrondos sônicos.
Imagem: Divulgação
O desenvolvimento do X-59 está a cargo da Lockheed Martin Skunk Works e, segundo as equipes, o ritmo tem sido acelerado: a aeronave acumulou 16 voos nos últimos 90 dias — um balanço que, de acordo com representantes do programa, mostra maturidade crescente nos testes.
Autoridades do setor celebraram o avanço. Michael Kratsios ressaltou o episódio como demonstração de liderança científica e de engenharia; Jared Isaacman, ligado ao comando do programa, destacou a colaboração entre equipes e a expectativa de que este seja apenas o início de um portfólio de aeronaves experimentais que podem transformar a aviação supersônica.
Se as próximas avaliações confirmarem as previsões, o resultado pode redesenhar trajetórias comerciais: voos mais rápidos sobre terra, com impacto acústico controlado, deixariam de ser apenas uma promessa para se tornarem alternativa viável — e potencialmente comercial — nas próximas décadas.

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6