O cantor e compositor britânico David Bowie faleceu em 10 de janeiro de 2016, aos 69 anos, depois de uma batalha de 18 meses contra um câncer. Em postagem oficial no Facebook, foi informado que Bowie morreu “em paz, cercado pela família”. A notícia, divulgada um dia após sua morte, pedia privacidade no período de luto e não detalhou o tipo de câncer tratado pelo artista.
Deixaram o músico a esposa, a modelo Iman Mohamed Abdulmajid, e os filhos Alexandria e Duncan Jones. Nascido em 8 de janeiro de 1947, no bairro de Brixton, em Londres, Bowie conquistou as paradas pela primeira vez em 1969 com “Space Oddity”. Reconhecido pela constante reformulação estética e sonora, ele transitou por diversos gêneros e personas, do glam rock ao soul e ao jazz.
Primeiros personagens e fases marcantes
Na década de 1970, o artista – cujo nome verdadeiro era David Jones – criou o excêntrico alter ego Ziggy Stardust, um astro intergaláctico que cruzava o palco vestido de estridente, incorporando elementos bissexuais e questionando padrões de gênero. A partir de 1976, já enfrentando sérias dificuldades pessoais e artísticas, Bowie mudou-se para Berlim. Nesse período, longe do consumo excessivo de drogas, ele gravou três álbuns que culminaram em “Heroes”, parceria com Brian Eno, considerada uma das obras-primas de sua carreira.
Ascensão global e atuação
Com o lançamento de “Let’s Dance” em 1983 e uma turnê americana de grande repercussão, Bowie alcançou o auge comercial, levando sua vendagem total a mais de 140 milhões de discos mundialmente. Além de músico, atuou em filmes como “O Homem que Caiu na Terra” (1976), “Fome de Viver” (1983), “Furyo – Em Nome da Honra” (1983) e “O Grande Truque” (2006), no qual interpretou Nikola Tesla. Produção, arranjos e pintura também fizeram parte de sua trajetória multifacetada.
“Blackstar” e o desfecho
Em seu último trabalho de estúdio, o álbum “Blackstar”, lançado em 8 de janeiro de 2016 – dia do seu 69º aniversário –, Bowie fez nova guinada estilística. Com influências de jazz, hip hop e música eletrônica, o disco evita esquemas convencionais de verso e refrão e traz faixas extensas e experimentais. A faixa-título, com mais de dez minutos, combina melodias sombrias e harmonias inusitadas, criando atmosfera tensa que remete à condição de saúde enfrentada pelo artista.
Imagem: Marilyn Weiss/AP Photo
Segundo o produtor Tony Visconti, inspirado pela obra “To Pimp a Butterfly”, de Kendrick Lamar, Bowie recrutou o saxofonista Donny McCaslin para desenvolver o conceito de “Blackstar”. Pouco antes, em 2004, Bowie já havia sido submetido a cirurgia após um ataque cardíaco, o que explica o silêncio de quase uma década entre álbuns de estúdio.
Mesmo após sua morte, Bowie segue sendo referência para novas gerações de músicos e teóricos da cultura pop. Seu constante desejo de transformação e a criação de personagens como Major Tom e The Thin White Duke garantem uma obra que desafia definições, mantendo viva a pergunta “Quem era David Bowie?”.
Com informações de G1

Gudyê GR6 é editor-chefe e especialista em tendências musicais e entretenimento na GR6, a maior produtora de funk do Brasil. Com anos de experiência no mercado fonográfico, Gudyê lidera a equipe de conteúdo trazendo as últimas notícias sobre música, cultura urbana. Autor do Post: Gudyê GR6